O caso do celular de Gisele ganhou novos desdobramentos após análise da Polícia Civil. A investigação aponta que o aparelho foi desbloqueado após o disparo, em fevereiro, dentro do apartamento no Brás, em São Paulo. Os dados foram revelados pela apuração do G1 São Paulo e da TV Globo.
Celular de Gisele foi desbloqueado após o disparo
A perícia identificou movimentações no aparelho minutos após o tiro. Registros indicam desbloqueios em sequência pela manhã.
Os horários levantaram dúvidas entre os investigadores. Isso porque uma ligação ao 190 já havia sido feita antes.
Testemunhas relataram ter ouvido um único disparo. O som ocorreu cerca de 30 minutos antes dos acessos ao celular.
Horários reforçam linha de investigação
Os dados mostram desbloqueios às 7h47, 7h49 e 7h58. A ligação à polícia ocorreu às 7h54.
Para a investigação, isso indica uso do aparelho após o disparo. A linha do tempo passou a ser considerada peça central do caso.
Mensagens apagadas foram recuperadas pela polícia
O conteúdo extraído do celular de Gisele revelou conversas ausentes em outro aparelho. As mensagens não estavam no telefone do tenente-coronel.
A recuperação mostrou troca de mensagens no dia anterior. O tema principal era o fim do relacionamento.
Conversas tratavam de separação
Nos registros, Gisele menciona a decisão de se separar. Ela também fala sobre deixar o imóvel.
A investigação aponta que o conteúdo contraria a versão apresentada. Por isso, a exclusão das mensagens passou a ser analisada.
Segundo a polícia, a retirada das conversas teria um objetivo. A ação poderia sustentar outra narrativa sobre o relacionamento.
Relatos indicam histórico de conflitos
Depoimentos reunidos pela investigação citam episódios anteriores. Testemunhas mencionaram discussões no ambiente de trabalho. Há também relatos de comportamentos considerados agressivos. Os episódios teriam ocorrido antes e depois do casamento.
Testemunhas apontam mudança de comportamento
Colegas afirmaram que Gisele mudava de postura, ela ficava mais reservada na presença do marido. Também há relatos de controle e ciúmes. Situações semelhantes teriam sido observadas no quartel.
Os depoimentos foram incluídos no inquérito. Eles ajudam a contextualizar a relação entre o casal.
Laudos reforçam hipótese de feminicídio
O Ministério Público utilizou diferentes provas técnicas. Entre elas estão laudos periciais e simulações. As análises indicam que o disparo não foi auto infligido e a hipótese de suicídio foi descartada.
Investigação aponta manipulação da cena
A acusação afirma que houve alteração no local. O objetivo seria simular outra situação.
Imagens de câmeras corporais mostram movimentações. Elas registram ações no apartamento após o ocorrido. Segundo os investigadores, esses elementos reforçam a acusação. O caso passou a ser tratado como feminicídio e fraude processual.
Caso segue na Justiça e aguarda julgamento
O tenente-coronel, então marido da policial, foi preso preventivamente em março. A defesa mantém a versão inicial apresentada. Também questiona pontos do processo. O caso deve ser analisado pela Justiça comum. Isso ocorre porque envolve crime contra a vida.
Segundo dados do Ministério Público de São Paulo, o feminicídio é considerado crime grave. A legislação prevê penas mais altas desde 2024. O andamento do processo segue em curso e novas provas ainda podem ser incorporadas ao caso.
Para denunciar casos de violência contra a mulher:
Disque 190 (Polícia Militar)
Disque 180 (Polícia Militar – Central de Atendimento à Mulher)
Disque 181 (Disk Denúncia)
Delegacias de Defesa da Mulher (veja os endereços)
Delegacia Eletrônica da Polícia Civil (acesse aqui)
Atendimento presencial em delegacias de polícia e salas DDM Online (veja
lista de endereços aqui)