Foi confirmada a morte do comandante naval Alireza Tangsiri, pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, na manhã desta segunda-feira (30). A morte do comandante ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e reacende o alerta sobre a segurança no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores globais de petróleo.
O militar havia sido apontado por Israel como alvo de uma operação realizada dias antes, informação que só agora foi oficialmente reconhecida pelo Irã. Tangsiri era considerado peça-chave na estratégia iraniana de controle da região e na condução de ações contra embarcações comerciais.
De acordo com autoridades israelenses e dos Estados Unidos, ele esteve à frente de operações com drones e de iniciativas para restringir a circulação marítima no estreito ao longo dos últimos anos.
Mesmo com a morte do comandante, o IRGC (Islamic Revolutionary Guard Corps) afirmou que mantém suas operações e que segue atuando na região. Em comunicado, a corporação indicou que já está habituada a perdas desse tipo e reforçou a continuidade das ações militares.
À frente da Marinha da guarda revolucionária desde 2018, Tangsiri, de 62 anos, teve papel central no fortalecimento do aparato militar iraniano, com a ampliação do uso de mísseis e minas navais.