O governo do Reino Unido reuniu representantes de mais de 40 países nesta quinta-feira (2) para discutir alternativas para reabrir o Estreito de Ormuz, afetado pelo conflito no Oriente Médio. Durante o encontro, autoridades britânicas acusaram o Irã de impactar a economia global ao restringir o tráfego na região.
Reunião internacional sem os Estados Unidos
O encontro ocorreu de forma virtual e contou com a participação de diplomatas de diversos países, mas sem a presença dos Estados Unidos. A ausência ocorre após declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que a segurança da rota não deve ser responsabilidade americana e criticou aliados europeus.
A secretária de Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, afirmou que a reunião demonstra a busca por uma solução conjunta baseada em diálogo e negociação, evitando ações militares.
Impactos na economia global
Segundo o governo britânico, as restrições no estreito têm provocado aumento significativo nos preços do petróleo e dos alimentos, com reflexos diretos para consumidores e empresas em diferentes países.
Autoridades afirmam que o Irã estaria controlando o fluxo de embarcações na região, o que compromete uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo.
Tráfego marítimo reduzido
Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, ataques a navios comerciais e ameaças de novas ações reduziram drasticamente a circulação no Estreito de Ormuz. Dados de monitoramento marítimo indicam queda acentuada no número de embarcações que atravessam a região.
Além disso, foram registrados diversos ataques a navios, com mortes de tripulantes, o que elevou o nível de alerta entre empresas de transporte marítimo e governos.
Pressão por solução diplomática
Durante o encontro, os países participantes reforçaram a necessidade de reabrir a rota por meios diplomáticos. A estratégia busca evitar uma escalada militar, diante da importância do estreito para o comércio global de energia.
Enquanto isso, os Estados Unidos mantêm a posição de não assumir protagonismo na proteção da via, o que amplia a pressão sobre outras nações para buscar uma solução conjunta.