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Entregas por app: o que esperar da regulamentação em discussão

Projeto de lei enfrenta divergências entre governo, empresas e motoentregadores; relator apresenta nova versão para votação
Entregador por aplicativo em serviço de transporte e coleta de mercadorias em contexto de regulação governamental.

Entregas por app voltam ao centro do debate com o projeto que regula os serviços de transporte remunerado privado de passageiros e de coleta e entrega por plataformas digitais.

A proposta enfrenta impasse entre governo, Congresso e empresas. A falta de acordo mantém incertezas sobre regras e direitos no setor.

Entregas por app: por que o projeto não avançou

O projeto de lei complementar 152/2025 que regulamenta as entregas por app foi retirado da pauta. A decisão ocorreu após pressão do governo e falta de consenso.

Segundo informações da Câmara, o relator pediu a suspensão da proposta. O texto enfrentava resistência dentro do próprio governo.

Já outras áreas defendiam ajustes, mas não o cancelamento total. O resultado foi o adiamento sem nova data definida. Agora, o tema pode voltar apenas em outro momento.

O que previa a regulamentação das entregas por app

Direitos e regras para trabalhadores

A proposta buscava criar regras para quem trabalha com entregas por app. O objetivo era garantir direitos mínimos e segurança jurídica.

O texto previa remuneração mínima por entrega ou por hora. Os valores discutidos giravam em torno de R$ 8,50 por corrida curta.

Também havia previsão de inclusão previdenciária. Isso permitiria acesso a benefícios como aposentadoria.

Segundo o autor do projeto, Luiz Gastão (PSD/CE), a ideia era formalizar a atividade. Ele afirmou que trabalhadores ainda não têm proteção legal adequada.

Regras para plataformas digitais

O projeto também criava limites para empresas de entregas por app. Entre eles, estava a discussão sobre taxas cobradas dos entregadores.

Parlamentares avaliaram um teto de até 30% de cobrança. A medida gerou reação das plataformas.

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia alertou para impactos no serviço. Segundo a entidade, regras rígidas podem afetar preços e oferta.

Empresas como iFood e Uber defendem equilíbrio. Elas pedem regras que mantenham o funcionamento do modelo atual.

Entregadores divergem sobre mudanças nas entregas por app

Parte dos trabalhadores apoia a regulamentação. Outro grupo rejeita o modelo apresentado.

Associações afirmam que o texto não garante ganhos reais. Elas também criticam possíveis novas cobranças.

Profissionais apontam risco de queda na renda. Eles citam aumento de impostos e exigência de formalização.

Hoje, muitos atuam sem registro como MEI. Esse formato oferece mais flexibilidade, mas menos proteção.

O que pode acontecer agora

Com o projeto suspenso, o tema segue indefinido. Não há prazo para nova votação no Congresso.

O debate pode voltar em outro formato. Uma nova proposta pode ser apresentada pelo governo.

Também existe discussão no Supremo Tribunal Federal. A Corte analisa se há vínculo entre empresas e trabalhadores.

Essa decisão pode influenciar futuras regras. Ela pode definir direitos mesmo sem nova lei.
Até lá, o setor segue operando com regras atuais.


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Autor

  • Laís Seguin

    Formada em Jornalismo pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e atua na imprensa desde 2021 como repórter de cotidiano, comportamento e variedades. Produz conteúdos voltados ao dia a dia da população, com foco em informação acessível e de interesse regional.

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