A PM que matou mulher com um tiro no peito foi efetivada como soldado em 17 de abril de 2026, duas semanas após o crime ocorrido na Zona Leste de São Paulo. O caso envolve a policial Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, e a morte de Thawanna Salmázio durante uma abordagem que terminou em disparo.
PM que matou mulher é efetivada após mudança na lei
A efetivação da policial foi publicada no Diário Oficial do Estado. Ela deixou a condição de aluna e passou à função de soldado.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, não houve promoção. O órgão informou que a mudança ocorreu por causa da Lei nº 18.442, sancionada em abril de 2026.
“A Polícia Militar esclarece que não houve qualquer promoção da policial citada, que permanece afastada de suas funções. A recente publicação reflete apenas o cumprimento da Lei nº 18.442, de 2 de abril de 2026. A nova legislação extinguiu a antiga divisão entre Soldados de 1ª e 2ª Classe, unificando a graduação sob a nomenclatura única de ‘Soldado PM’. Dessa forma, o ajuste salarial de R$ 480 trata-se unicamente da equiparação remuneratória automática garantida pela lei a todos os policiais que ocupavam a extinta 2ª Classe. A corporação ressalta, ainda, que não existe a figura de ‘estagiário’ na instituição; após a fase de Aluno-Soldado, o policial passa diretamente a atuar como Soldado”, diz a nota.
Entenda o que mudou na carreira da PM
A nova legislação unificou as categorias de soldados. Antes, existiam divisões entre 1ª e 2ª classe.
Com isso, policiais da antiga 2ª classe passaram a receber equiparação salarial. O reajuste foi automático e aplicado a todos na mesma situação.
A pasta afirmou que não existe a função de estagiário na corporação. Após o curso, o policial já atua como soldado.
Investigação envolve Polícia Civil e Corregedoria
A PM que matou mulher segue afastada das atividades operacionais. Ela é investigada por dois órgãos.
O caso está sob análise da Corregedoria da Polícia Militar. Também é apurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.
As investigações buscam esclarecer as circunstâncias do disparo. Imagens de câmeras corporais fazem parte do material analisado.
O que mostram os registros da ocorrência
Os registros indicam que houve uma discussão antes do tiro. O caso aconteceu durante patrulhamento na madrugada.
Segundo as imagens, a policial desceu da viatura durante o conflito. Em seguida, ocorreu o disparo que atingiu a vítima.
Após o tiro, um outro policial questionou a ação. A justificativa apresentada foi uma reação a uma agressão.
Caso segue em apuração
A PM que matou mulher permanece afastada enquanto o caso é analisado. As investigações continuam em andamento.
Órgãos de controle acompanham o processo. Novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das apurações.