A Ponte Preta sofreu um novo transfer ban da Fifa e segue impedida de registrar novas contratações. A entidade aplicou um segundo transferban contra a Macaca, desta vez pela dívida com o zagueiro boliviano Luis Haquin.
A Fifa informou que o clube não cumpriu a decisão da Câmara Disciplinar e determinou a aplicação do bloqueio para registros nacionais e internacionais até o pagamento integral da dívida.
Em janeiro, a Ponte foi condenada a pagar R$ 227.777,75 decorrente de dívidas da temporada de 2024, período em que o atleta atuou no Majestoso. Um acordo dividiu o total em duas parcelas iguais, e o primeiro vencimento foi quitado em março.
A segunda parcela, no entanto, não foi paga, apesar de o clube ter solicitado um prazo extra. Diante da inadimplência, o advogado do jogador, João Henrique Chiminazzo, acionou a Fifa para exigir o montante em atraso acrescido de multa, além de solicitar a aplicação do transfer ban.
Capitão da seleção da Bolívia e atualmente no Al-Tai, da Arábia Saudita, Haquin teve uma passagem discreta pela Ponte. Em 2024, disputou apenas 13 partidas e chegou a ficar cerca de seis meses sem atuar por decisão técnica durante o período em que Nelsinho Baptista comandava a equipe.
A grave situação financeira da Ponte Preta se arrasta desde meados de 2025, acumulando atrasos na folha de pagamento de funcionários e jogadores.
Impacto dentro das quatro linhas
Como reflexo da crise fora dos gramados, o desempenho técnico da equipe até o momento é decepcionante. Sem vencer há 13 jogos na Série B do Brasileirão, a Macaca amarga a vice-lanterna, com apenas oito pontos.
Buscando reencontrar o caminho das vitórias, a Ponte Preta terá pela frente o Athletic, no Moisés Lucarelli, nesta terça-feira (28), às 19h30 (de Brasília).
