A Ponte Preta volta a enfrentar sérios problemas administrativos que impactam diretamente o futebol. O clube foi notificado de um novo transfer ban, imposto pela Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD).
A punição é decorrente de descumprimentos em acordos de dívidas e impede a Macaca de registrar reforços junto à CBF por seis meses, a menos que o débito seja quitado antecipadamente.
O atual bloqueio traz um sentimento de “déjà vu” ao torcedor pontepretano. A Macaca revive um drama administrativo idêntico ao enfrentado na última temporada, quando ficou impossibilitada de inscrever atletas entre julho de 2025 e janeiro de 2026. Naquela ocasião, o clube precisou lidar com sanções simultâneas da CNRD e da Fifa para conseguir liberar seus reforços no início deste ano.
“Não provou dentro do prazo”
Conforme o despacho da relatora Ana Beatriz Macedo, emitido na última quinta-feira, a Ponte Preta não cumpriu os prazos de comprovação de pagamento relativos às parcelas de fevereiro, março e abril. O montante faz parte de um plano coletivo de R$ 18 milhões, firmado em setembro de 2024, que visa liquidar débitos com atletas, treinadores, intermediários e clubes ao longo de uma década.
O novo transfer ban é reflexo de uma crise financeira que se agravou drasticamente no último ano.
Desde 2025, a Ponte convive com uma instabilidade crônica no caixa, resultando em atrasos salariais que afetam tanto o elenco profissional quanto os colaboradores de diversos departamentos do clube.
Dentro de campo, a macaca aparece à beira da zona de rebaixamento da Série B do Brasileirão, com sete pontos em 21 possíveis. O próximo confronto está marcado para sábado, contra o Sport, às 18h30, no Majestoso.
