A FIFA acompanha de perto o surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo às vésperas da Copa do Mundo de 2026. A menos de um mês do início do torneio, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, a entidade afirmou nesta terça-feira (20) que mantém contato direto com autoridades sanitárias internacionais e com a federação congolesa para monitorar os impactos da doença e garantir segurança durante a competição.
Segundo informações divulgadas inicialmente pelo Terra Esportes, o atual surto já provocou mais de 131 mortes e 516 de casos suspeitos no território congolês. A preocupação aumentou após a confirmação de que a cepa responsável pela transmissão é a Bundibugyo, considerada rara e sem vacina ou tratamento específico até o momento.
Fifa mantém contato com OMS e países-sede
Em comunicado oficial, a Fifa informou que acompanha a situação em conjunto com a Federação de Futebol da República Democrática do Congo, além de autoridades sanitárias dos três países-sede da Copa do Mundo.
Além disso, a entidade confirmou que segue em contato com órgãos como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o Departamento de Segurança Interna norte-americano, autoridades de saúde do México, do Canadá e também da Organização Mundial da Saúde.
De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o atual avanço da doença representa uma emergência de saúde pública internacional. Ainda assim, a expectativa é de que medidas emergenciais sejam ampliadas nas próximas semanas para conter a propagação do vírus.

Participação da RD Congo não está ameaçada
Apesar da preocupação, a participação da seleção congolesa na Copa do Mundo de 2026 não está ameaçada neste momento. A equipe africana garantiu vaga no torneio após mais de cinco décadas fora do Mundial e integra o Grupo K, ao lado de Portugal, Colômbia e Uzbequistão.
Enquanto isso, autoridades dos Estados Unidos estudam protocolos especiais para a entrada da delegação no país durante a competição. Segundo o Esporte News Mundo, torcedores vindos da República Democrática do Congo podem enfrentar restrições sanitárias mais rígidas por conta do avanço da doença.
O vírus Ebola possui alta taxa de mortalidade e é transmitido principalmente por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas. Além disso, surtos anteriores da doença já provocaram milhares de mortes no continente africano nas últimas décadas.
Mesmo diante do cenário de alerta, a Fifa reforçou que o foco principal segue sendo a realização de uma Copa do Mundo segura para atletas, delegações, funcionários e torcedores.