O executivo da Ponte Preta, João Brigatti, abriu o jogo e falou sobre a crise financeira que assombra a Macaca desde 2025. Em entrevista para a Rádio Bandeirantes, o dirigente admitiu que também está com vencimentos atrasados.
Questionado sobre a forte declaração do goleiro Diogo Silva, que pediu pés no chão para buscar os 45 pontos antes de sonhar com o acesso, Brigatti não pipocou e concordou com o atleta. Para ilustrar o tamanho da crise interna, o executivo usou a própria situação como exemplo.
“Eu estou no mesmo barco dos atletas. Para você ter uma ideia, eu já estou há mais de 11 meses sem salário também. É importante deixar claro. Mas a gente está remando todos os dias porque precisamos de pessoas dentro da Ponte Preta que queiram o bem do clube. A situação vai se estabilizar”, declarou o dirigente.
A fala de Brigatti deixa claro que o principal objetivo da Ponte no ano é garantir a permanência na Série B. O executivo rechaçou a ideia de lutar pela parte mais alta da tabela antes que o time consiga eliminar matematicamente o risco de rebaixamento.
“O objetivo hoje não é um discurso diferente. A gente tem que buscar o mais rápido possível os 45 pontos e se manter na Série B. Primeiro permanecer, para depois a gente ver em que posição que nós estamos para buscarmos algo melhor”, complementou.
Cobrou o elenco
O dirigente da Ponte Preta reconheceu que a crise extracampo afeta o rendimento do time, mas não poupou cobranças ao elenco. Ele exigiu uma postura mais competitiva e ressaltou que a falta de pagamento não deve ser usada como desculpa para encobrir os erros táticos e técnicos dentro de campo.
“A cobrança em cima desses atletas também tem que existir, não é só ficar batendo em cima de salários atrasados para que sirva de muleta para todos nós. Todos estamos na mesma situação e a gente precisa buscar no mínimo 22 pontos no primeiro turno”, afirmou.
A Macaca volta a campo no próximo domingo com a obrigação de vencer para respirar na tabela. O desafio será contra o CRB, em Maceió, e os três pontos são fundamentais para que a equipe paulista mantenha as chances de deixar a zona de rebaixamento já na próxima rodada.

Prazo estipulado
Para tentar amenizar o ambiente em meio às dificuldades na Série B, a diretoria da Ponte Preta fixou uma data para colocar os salários em dia. De acordo com o vice-presidente do clube, Marco Antonio Eberlin, o planejamento prevê que todas as pendências com os jogadores sejam quitadas até o fim de maio.
“A nossa programação é que até o final do mês de maio não tenhamos mais problema de salário. A Ponte Preta vai fechar maio sem problema algum com isso”, disse em entrevista à Rádio Brasil Campinas.