A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa em sua mansão, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (21), durante a Operação Vérnix, que teve origem na troca de bilhetes e manuscritos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) retidos há sete anos em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.
Os documentos manuscritos foram encontrados com dois detentos, em 2019, em que traziam determinações internas da facção, além de contatos de integrantes da cúpula do PCC e menções a possíveis ataques contra agentes públicos. Os investigados acabaram condenados e posteriormente transferidos para presídios do sistema federal.
Os bilhetes continham supostos planos para executar funcionários do sistema prisional, além de detalhes sobre a estrutura do tráfico de drogas ligada ao PCC, liderada por Gilmar Pinheiro Feitoza, apontado como uma das principais lideranças da facção dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau.
O conteúdo fazia referência a uma empresa de transporte que, de acordo com os investigadores, seria usada para movimentar bens vinculados à organização criminosa, além de citar uma pessoa identificada como “mulher da transportadora”.
A operação também avançou para fora do país. Três pessoas investigadas, que estariam na Itália, na Espanha e na Bolívia, tiveram pedido de inclusão na Lista Vermelha da Interpol. A solicitação foi feita com apoio da Polícia Federal e do Ministério Público, com o objetivo de localizá-los e viabilizar a adoção das medidas judiciais
A Justiça determinou a prisão preventiva de seis suspeitos e autorizou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em bens e valores. Também foram apreendidos 17 veículos, entre eles carros de luxo, além do sequestro de quatro imóveis relacionados aos investigados.