A Organização Mundial da Saúde ( OMS) recomenda novos tratamentos experimentais para combater algumas cepas do Ebola devido ao surto da doença na República Democrática do Congo. Casos da doença e também foram registrados em Uganda
A OMS avaliou a vacina Ervebo, da MSD, que é atualmente a única vacina licenciada contra o Ebola, mas reforçou que seu uso deve ficar restrito a contextos de pesquisa, sem aplicação fora desse ambiente.
Entre os imunizantes em desenvolvimento, a candidata de dose única rVSV Bundibugyo, criada pela Iniciativa Internacional para a Vacina contra a AIDS, foi apontada como a mais promissora. Ainda assim, a agência considera improvável que ela esteja pronta para testes nos próximos sete a nove meses.
Outro candidato em estudo é o ChAdOx1 Bundibugyo, desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com o Serum Institute of India, que pode chegar à fase de testes em dois a três meses, embora ainda dependa de dados adicionais obtidos em estudos com animais.
No campo do tratamento e prevenção, o antiviral experimental obeldesivir, da Gilead, foi destacado como prioridade para uso pós-exposição em pessoas que tiveram contato com casos confirmados.
Para obter dados sobre a utilização desses produtos, a organização informou nesta quinta-feira (28) que tanto os medicamentos quanto às vacinas candidatas ainda precisam passar por testes em ensaios clínicos.
Atualmente, não existe nenhum tipo de tratamento para a doença causada pela cepa Bundibugyo. A iniciativa ocorre em resposta a um surto confirmado em meados de 2017, que desde então resultou em mais de mil casos suspeitos, 17 mortes confirmadas e 246 óbitos suspeitos.