O pai de Henry Borel, Leniel Borel, afirmou em depoimento iniciado ontem (29) e encerrado na madrugada de hoje (30), ter notado hesitação do filho em retornar para a mãe. Durante o relato sobre o último fim de semana ao lado do garoto, contou detalhes das suas últimas horas com o garoto.
No depoimento, Leniel relatou marcas no nariz e na perna do filho e afirmou não ter havido explicação por parte do menino sobre a origem das lesões. Naquele dia Henry brincou com um amigo na piscina do prédio e, em seguida, esteve no shopping e participou de uma festa de aniversário.
“Mamãe não é boa”, disse o menino, segundo informação passada pelo pai, ao ser entregue à mãe após o fim de semana que passaram juntos. Poucas horas depois, Henry foi levado ao hospital e não resistiu, vindo a morrer em seguida.
Henry só aceitou permanecer com a Monique apenas depois de ela assegurar que iriam procurar uma nova casa para viver. Apesar de não integrar as teses que serão avaliadas pelo júri, Leniel sustenta a convicção de que Monique e Jairo agiram de forma premeditada, especialmente porque, na visão dele, a mãe teria ignorado os sinais de socorro da criança.
O pai contou que, durante o trajeto até a casa da mãe, o menino demonstrava nervosismo e chegou a apresentar ânsia de vômito. Leniel informou ter interrompido a viagem de carro e feito uma pausa até a criança se acalmar.
Os dois réus seguem presos desde abril de 2021. Monique chegou a ser colocada em liberdade após a primeira tentativa de julgamento, em março deste ano, mas depois, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), acabou novamente detida.