A Colômbia, o segundo país mais populoso da América do Sul, vai às urnas para eleger o próximo presidente para o período de 2026 a 2030, neste domingo (31). Entre os 14 candidatos, três estão como os mais cotados para avançar ao segundo turno, marcado para 21 de junho.
Candidatos que estão mais cotados:
- Ivan Cepeda, político de esquerda e defensor dos direitos humanos;
- Paloma Valencia, senadora da direita;
- Abelardo de La Espriella, advogado e admirador de Javier Milei e Donald Trump.
Ivan Cepeda lidera as intenções de voto e é apontado como nome praticamente certo no segundo turno. Filho do senador de esquerda Manuel Cepeda Vargas, ele teve o pai assassinado em 1994, em um caso atribuído à ação de agentes estatais em conluio com paramilitares, segundo a biografia do candidato.
Já Paloma Valencia é a representante do Centro Democrático. Ela foi contra os acordos de paz firmados com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em 2016 e defende uma política de combate às guerrilhas sem abertura para diálogo.
O nome do advogado multimilionário Abelardo de La Espriella também surge entre os principais cotados para avançar ao segundo turno. Ele se apresenta como uma figura de fora do sistema político tradicional.
O resultado da eleição pode levar a Colômbia a um alinhamento mais próximo com a política dos Estados Unidos (EUA) ou à permanência da linha do Pacto Histórico, coalizão que sustenta o governo do presidente Gustavo Petro, primeiro líder de esquerda a comandar o país. Ele não pode disputar o pleito porque a legislação colombiana não permite reeleição.
A Colômbia, que possui aproximadamente 53 milhões de habitantes, traz a segurança como um dos eixos centrais da disputa presidencial. O tema ganha peso em um país que convive há mais de 60 anos com a permanência de conflitos armados.