A babá Thayná de Oliveira Ferreira declarou neste domingo (31), durante o julgamento do ex-vereador Jairinho, e de Monique Medeiros, que pretende se retratar de falas anteriores relacionadas à morte de Henry Borel. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.
Em depoimento prestado, ela mencionou episódios que classificou como suspeitos envolvendo o ex-vereador e o menino e afirmou ainda que Monique teria pedido que ela apagasse mensagens trocadas após a morte da criança.
A babá afirmou ter sido coagida por Monique e por uma assessora de Jairinho, que a levaram a um escritório de advocacia para receber orientações sobre como deveriam se posicionar publicamente.
Segundo o depoimento, ela teria recebido instruções para excluir mensagens do celular e sustentar que a relação dentro da família era tranquila. Thayná também relatou ter sofrido pressão para dar entrevistas em defesa do casal.
Thayná afirmou à juíza Elizabeth Machado Louro que deseja rever versões apresentadas ao longo da investigação. Ela é ré em um processo por falso testemunho, em razão das divergências identificadas entre os depoimentos prestados durante a apuração do caso.
Ao longo do andamento das investigações, passou a relatar supostos episódios de agressão contra a criança e disse ter enviado mensagens à mãe do menino mencionando condutas atribuídas a Jairinho.