O julgamento do caso Henry entra no oitavo dia de julgamento hoje (1º). O foco de hoje está ligado aos depoimentos de testemunhas ligadas ao ex-vereador e médico, Jairinho.
O ex-vereador é acusado como autor das 23 lesões que culminaram na morte do menino, além de ser réu por tortura e omissão Os peritos do caso afirmam que Henry sofreu hemorragia interna e laceração hepática. Já Monique é acusada de saber sobre as agressões e não fazer nada para impedi-las.
Durante o depoimento da babá Thayná de Oliveira Ferreira, em declarações ao júri no dia de ontem (31), afirma que foi orientada pela ex-patroa a apagar mensagens do celular em que alertava sobre as agressões que a criança sofria de Jairinho.
Em determinado momento, Thayná conta que havia episódios em que Henry era levado para o quarto pelo médico. Uma das vezes, a criança reclamou de dor de cabeça e mancava de dor.
Após a morte do menino, ela e a empregada doméstica foram levadas por Monique e por uma assessora do ex-vereador a um escritório de advocacia, onde receberam a orientação de mentir às autoridades e afirmar que a família vivia em perfeita harmonia.
Com a conclusão de todos os depoimentos, serão interrogados os dois réus para apresentarem suas versões dos fatos.
Caso Henry.
O menino Henry Borel de quatro anos foi morto no apartamento onde morava com a mãe, Monique, e o padrasto, Jairinho, em março de 2021.
Momentos antes, o pai da criança, Leniel Borel, afirmou que, enquanto levava o filho ao apartamento para passar o dia com a mãe, Henry começou a passar mal. Diante da situação, ele precisou parar o carro para acalmá-lo.
Em alguns momentos, segundo Leniel, a criança chegou a dizer que a mãe não era uma pessoa boa.