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Mulher é morta em Campinas dias antes de audiência de divórcio com companheiro

Crime ocorreu em uma residência no bairro São Martin; após atacar a vítima, homem tirou a própria vida
Jaciara Lima, enfermeira de 44 anos e vítima de feminicídio no bairro São Martin, em Campinas, em registro que ilustra sua trajetória pessoal e profissional.

Uma mulher de 44 anos morreu após o companheiro atacá-la com golpes de faca na tarde de segunda-feira (1º), no bairro São Martin, em Campinas. Depois do crime, o homem tirou a própria vida. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.

Jaciara Lima era a vítima. O crime aconteceu por volta das 16h20 em uma residência no Residencial Olímpia. Policiais militares e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) seguiram para o local e encontraram o casal sem vida.

Discussão antecedeu o crime

Segundo a Polícia Militar, o casal discutiu pouco antes do crime. Durante o desentendimento, o homem esfaqueou Jaciara. Em seguida, ele utilizou um medicamento contra si mesmo e morreu dentro da residência.

Peritos da Polícia Científica realizaram os trabalhos no imóvel e devem auxiliar a Polícia Civil na apuração das circunstâncias da ocorrência.

Casal passava por processo de separação

Moradores relataram que conheciam o casal há anos e não presenciavam discussões frequentes. No entanto, vizinhos afirmaram que os dois enfrentavam um processo de divórcio e já tinham audiência marcada para tratar da separação.

De acordo com os relatos, o homem não aceitava o fim do relacionamento. A Polícia Civil considera essa informação durante a investigação.

Feminicídio segue entre os principais desafios de segurança

O caso reacende o debate sobre a violência contra a mulher no país. A legislação caracteriza o feminicídio quando alguém mata uma mulher em razão de sua condição de gênero, geralmente em situações de violência doméstica, familiar ou motivadas por discriminação.

A Polícia Civil continua a investigação para esclarecer todos os detalhes do crime.

Mulheres em situação de violência podem buscar ajuda pela Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180, disponível gratuitamente em todo o país. Em casos de emergência, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo 190 ou procurar a Delegacia de Defesa da Mulher mais próxima.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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