A oitava semana da primeira Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil), realizada pelo Ministério da Saúde, está em andamento. A seleção dos participantes ocorre por amostragem probabilística em diferentes etapas, envolvendo municípios, setores censitários, domicílios e moradores. O objetivo da pesquisa é produzir dados inéditos sobre a saúde mental da população adulta no Brasil.
Cerca de 10 mil entrevistas válidas devem ser realizadas até o fim da coleta. O método utilizado, definido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), garante que os resultados reflitam a população brasileira com 18 anos ou mais. Até agora, a pesquisa já percorreu 137 cidades em 23 estados do país.
A divulgação da PNSM-Brasil junto a serviços de saúde, gestores locais, lideranças comunitárias e meios de comunicação municipais e estaduais é considerada fundamental pelo Minsitério da Saúde para ampliar o reconhecimento da pesquisa e fortalecer a adesão da população.
As equipes que atuam em campo enfrentam obstáculos, como a alta taxa de rejeição nos domicílios e o receio dos moradores no primeiro contato. Segundo os pesquisadores, muitos entrevistados afirmam não saber da existência da pesquisa e, por isso, procuram validar a autenticidade do estudo junto a unidades de saúde.
O encerramento das entrevistas deve acontecer em julho, embora o dia exato ainda não tenha sido estabelecido. Finalizada essa fase, o cronograma seguirá com os procedimentos de análise estatística. A expectativa é que a divulgação dos resultados preliminares ocorra no final do ano.
Regras no mundo corporativo
No final do mês passado, o Ministério do Trabalho e Emprego ( MTE) colocou em prática a atualização mais recente da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). É estabelecido novas diretrizes e requisitos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)
Embora a revisão da NR-1 tenha sido aprovada em agosto de 2024 com previsão de vigor para maio de 2025, o MTE optou por ampliar o prazo de adaptação. Atualmente, as novas regras estão sendo aplicadas com um enfoque orientativo e educativo para auxiliar as empresas na transição.
Em um guia orientativo publicado em março deste ano, foi ressaltado que a gestão de riscos psicossociais envolve elementos da estruturação do trabalho capazes de provocar impactos nas esferas física, social e psicológica.