O Supremo Tribunal da Justiça (STF) decide se a influenciadora e advogada Deolane Bezerra poderá ter o pedido de liberdade aceito hoje (9).
De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, a Quinta Turma do STJ, que julgará o pedido, é formada pelos ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas.
A influenciadora foi presa em sua mansão, no final do mês passado, durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil para desmantelar uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ela também teve bloqueados R$27 milhões, quantia associada às atividades da facção.Foi constatado que entre 2018 e 2021, a advogada chegou a receber R$1.067.505,00 em depósitos fracionados.
A investigação também aponta quase 50 depósitos feitos para duas empresas da influenciadora, totalizando R$ 716 mil em que não foram encontradas atividades trabalhistas da advogada que explicassem os valores transferidos.
A advogada esteve na lista de Difusão Vermelha da Interpol, organização internacional de polícia que emite alertas sobre criminosos procurados, pois havia viajado para a Itália e retornou no final do mês de maio
Ao todo, seis mandados de busca e apreensão foram expedidos durante a operação, incluindo Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola. Como ele já cumpre pena, o sistema penitenciário será comunicado sobre a nova ordem de prisão preventiva. Giliard Vidal dos Santos, considerado filho de criação de Deolane, também teve sua prisão decretada pela Justiça.
Operação Vérnix
Voltada ao combate aos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, a Operação Vérnix bloqueou valores superiores a R$ 327 milhões, automóveis de luxo e quatro imóveis vinculados aos investigados. De acordo com investigadores, houve a identificação de movimentações milionárias sem lastro econômico compatível, uso de empresas de fachada e aquisição de bens de alto padrão.
Três investigados, que estariam na Itália, Espanha e Bolívia, tiveram inclusão solicitada na Lista Vermelha da Interpol, com apoio da Polícia Federal e do Ministério Público, para localização.