O programa Desenrola 2.0 já renegociou as dívidas de mais de 6 milhões de pessoas e famílias brasileiras. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, divulgou a informação nesta terça-feira e destacou que o governo espera alcançar 10 milhões de renegociações ainda este mês. Atualmente, o programa segue em operação até agosto, focando principalmente em consumidores com renda de até cinco salários mínimos.
Conforme explicou o ministro, a iniciativa já permitiu que cerca de 4 milhões de pessoas quitassem seus débitos. Deste total, 1,1 milhão optaram pelo pagamento à vista, garantindo descontos médios superiores a 80%. “Hoje, beneficiamos mais de 6 milhões de pessoas e famílias com o novo Desenrola. Quatro milhões já limparam o nome, enquanto 1,1 milhão pagaram suas dívidas à vista”, afirmou Durigan.
Redução bilionária no endividamento
Desde o seu lançamento, no início deste mês, o Desenrola 2.0 busca reduzir a inadimplência e facilitar o acesso ao crédito para as famílias. De acordo com o último balanço apresentado pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o programa renegociou R$ 20 bilhões em dívidas. Graças aos descontos, que podem chegar a 85%, o montante devido caiu para R$ 2,7 bilhões. Nesse contexto, o Ministério da Fazenda projeta ampliar o alcance da iniciativa nas próximas semanas. “Muito em breve, ainda em junho, atingiremos a marca de 10 milhões de pessoas”, declarou Durigan.
Quem pode participar do Desenrola 2.0?
O programa atende brasileiros que possuem renda mensal de até cinco salários mínimos (atualmente R$ 8.105). Os interessados podem renegociar dívidas bancárias contratadas até 31 de janeiro de 2026, desde que apresentem atraso entre 90 dias e dois anos. Entre as modalidades contempladas, destacam-se:
- Cartão de crédito;
- Cheque especial;
- Crédito pessoal (CDC).
Para participar, os interessados devem negociar diretamente pelos canais oficiais das instituições financeiras.
Condições e benefícios oferecidos
Para facilitar o pagamento, o programa oferece condições especiais:
- Descontos: Entre 30% e 90%;
- Juros: Taxa máxima de 1,99% ao mês;
- Parcelamento: Até 48 meses;
- Carência: Prazo de até 35 dias para a primeira parcela;
- Limite: Teto de R$ 15 mil por pessoa e por instituição financeira (pós-descontos);
- Garantia: Cobertura pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Além disso, desde o final de março, os trabalhadores podem utilizar o FGTS para quitar ou reduzir seus débitos. A norma permite o saque de até R$ 1 mil por titular ou 20% do saldo disponível nas contas, prevalecendo o valor que for maior.
Expansão para empresas e estudantes
O pacote de renegociação não se limita às famílias, estendendo-se também a outros grupos:
- Microempresas e pequenas empresas;
- Microempreendedores Individuais (MEIs);
- Produtores rurais;
- Estudantes com contratos do Fies.
Por fim, o governo confirmou que a renegociação das dívidas do Fies entrará em operação ainda este mês.