Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil de São Paulo, em Campinas, suspeito de integrar um grupo criminoso voltado à prática de agiotagem e extorsão. A investigação teve início após uma vítima denunciar ameaças e cobranças abusivas relacionadas a um empréstimo informal, que já teria causado prejuízo estimado em R$ 700 mil.
Prisão ocorreu durante novas ameaças
Segundo a Polícia Civil, a vítima informou que o investigado estava em seu estabelecimento comercial realizando novas cobranças e exigindo pagamentos considerados indevidos. Diante da denúncia, equipes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), vinculada ao DEIC/DEINTER-2, foram até o local e efetuaram a prisão em flagrante.
Durante a operação, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, aparelhos celulares e outros objetos que podem estar relacionados às atividades investigadas.
Cobranças superavam valor inicialmente combinado
As apurações começaram após a vítima relatar que havia contraído um empréstimo informal e, posteriormente, passou a sofrer ameaças e exigências financeiras superiores ao montante originalmente acordado. Conforme a investigação, o suspeito teria feito intimidações, inclusive envolvendo o patrimônio da vítima.
Polícia investiga atuação de organização criminosa
De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que o investigado atuava em conjunto com outras pessoas em um esquema estruturado. As autoridades acreditam que a organização seja formada majoritariamente por estrangeiros. O homem preso possui nacionalidade colombiana.
Além dos objetos apreendidos, veículos ligados ao suspeito foram localizados e poderão ser bloqueados judicialmente para possibilitar o ressarcimento dos prejuízos sofridos pela vítima.
Investigações continuam
O suspeito foi autuado pelos crimes de usura, caracterizada pela prática de agiotagem, extorsão qualificada e organização criminosa. Após passar por audiência de custódia, ele permaneceu à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para identificar outros integrantes do grupo e aprofundar a análise do material apreendido, mediante autorização judicial.