Campinas registrou uma queda de 50% nas mortes no trânsito urbano no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, 16 pessoas morreram em acidentes nas vias da cidade, contra 32 no mesmo período do ano passado.
Os dados fazem parte do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). O levantamento considera como vítima fatal a pessoa que morre em até 30 dias após o acidente.
Nas rodovias que cortam Campinas, foram registradas 19 mortes no mesmo período. Com isso, o município soma 35 óbitos no trânsito em 2026, uma redução de 39% em relação ao primeiro semestre de 2025, quando foram contabilizadas 57 mortes.
Primeiro semestre sem mortes de ciclistas desde 2018
Pela primeira vez desde 2018, Campinas encerrou o primeiro semestre sem registrar mortes de ciclistas e ocupantes de outros veículos nas vias urbanas. Segundo a Emdec, este também é o sexto mês consecutivo sem vítimas fatais nesses dois grupos.
O presidente da Emdec, Vinicius Riverete, atribuiu o resultado às ações de fiscalização, melhorias na sinalização e campanhas de conscientização. Segundo ele, o monitoramento dos dados permite direcionar medidas voltadas principalmente à proteção de motociclistas e pedestres, grupos considerados mais vulneráveis no trânsito.
Motociclistas e pedestres concentram a maioria das mortes
Apesar da redução, os motociclistas continuam sendo as principais vítimas fatais no trânsito de Campinas. Foram 10 mortes no primeiro semestre, sete a menos que no mesmo período de 2025, uma queda de 41%.
Entre os pedestres, foram registrados seis óbitos, quatro a menos que no ano passado, o equivalente a uma redução de 40%.
Em junho, apenas uma morte foi registrada na malha urbana: um pedestre atropelado na região do Campo Grande, que morreu após permanecer 14 dias internado.
Velocidade e falta de habilitação estão entre as principais causas
Dos 13 acidentes fatais já analisados pela Emdec, o excesso ou velocidade inadequada e a falta de habilitação aparecem como os principais fatores de risco, com quatro ocorrências cada.
Outras causas identificadas foram:
- Álcool ao volante: 2 casos;
- Falta de capacete: 2 casos;
- Acidentes considerados evitáveis: 2 casos;
- Violência urbana: 2 casos;
- Direção perigosa: 1 caso;
- Linha de cerol: 1 caso;
- Comportamento do pedestre: 1 caso.
Um mesmo acidente pode apresentar mais de um fator de risco.
Fiscalização e ações educativas
Segundo a Emdec, os resultados refletem as ações de fiscalização e prevenção realizadas ao longo do semestre. Entre elas estão:
- 124 operações integradas de fiscalização;
- 4,5 mil condutas de risco identificadas;
- 13,1 mil testes do bafômetro realizados;
- implantação de cinco novos pontos de videomonitoramento e remanejamento de um radar;
- sinalização de 95,2 mil metros quadrados de vias, instalação de 3,4 mil placas e construção de 182 rampas de acessibilidade;
- realização de 166 ações educativas, que alcançaram 19,3 mil pessoas, além da distribuição de 1,5 mil antenas corta-pipa para motociclistas.
