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Justiça torna Deolane Bezerra e Marcola réus por lavagem de dinheiro do PCC

Decisão da Justiça de São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público por organização criminosa e lavagem de dinheiro; influenciadora segue presa preventivamente
Imagem em divisão mostrando Deolane Bezerra em registro público com roupa azul e, ao lado, Marcola em foto de preso com fundo neutro e placa de identificação, associadas a caso criminal em São Paulo.

Nesta quinta-feira (18), o caso entrou em uma nova fase: a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou Deolane ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão também alcança Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como líder da facção, além de outros investigados. O juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, assinou a decisão. Desde 21 de maio, Deolane permanece presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.

VTV News acompanha o caso desde a prisão

Desde a deflagração da operação, o VTV News vem acompanhando os desdobramentos da investigação. A reportagem mostrou a chegada de Deolane à unidade prisional em Tupi Paulista, noticiou o indiciamento da influenciadora e dos demais investigados e também acompanhou a apresentação da denúncia pelo Ministério Público.

Agora, com a aceitação da acusação pela Justiça, o processo entra em uma nova etapa. A condição de réu, no entanto, não significa condenação. A partir de agora, a Justiça analisará provas e argumentos das defesas antes de decidir pela absolvição ou condenação dos acusados.

Além de Deolane e Marcola, também passaram a responder ao processo Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e Everton de Souza.

Confira o histórico:

Deolane Bezerra em imagens de mídia, com detentos ao fundo, em contexto de decisão da Justiça de São Paulo que aceitou denúncia ligada a organização criminosa e lavagem de dinheiro, com Marcola.
Imagem: reprodução

Promotores apontam esquema de ocultação de dinheiro

As investigações conduzidas pelo Gaeco de Presidente Prudente apontam que familiares e pessoas próximas aos integrantes da organização criminosa recebiam ordens para distribuir valores provenientes de atividades ilícitas ligadas a uma empresa de transportes.

Segundo a denúncia, parte desses recursos chegava a Deolane Bezerra, Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho. Além disso, relatórios de inteligência financeira e quebras de sigilos bancário e fiscal indicariam mecanismos para ocultar a origem dos recursos e reinseri-los na economia formal.

O promotor Lincoln Gakiya, considerado uma das principais referências no combate ao PCC no país, assinou o documento em conjunto com outros seis integrantes do Ministério Público.

Justiça manteve prisão preventiva

Ao longo da investigação, o VTV News também acompanhou os pedidos apresentados pela defesa da influenciadora. Os advogados solicitaram a transferência de Deolane para uma Sala de Estado-Maior, prevista para profissionais da advocacia presos antes de condenação definitiva, ou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

Entretanto, a Justiça rejeitou os pedidos. O Ministério Público argumentou que a prisão domiciliar não se aplica automaticamente a casos que envolvem organizações criminosas. Os promotores também entenderam que o fato de Deolane ter uma filha menor de 12 anos não justificaria, por si só, a mudança da medida cautelar.

Defesas contestam acusações

Em nota, a defesa de Marcola, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho negou as acusações e afirmou que apresentará esclarecimentos durante a instrução processual.

Os advogados destacaram que Marcola e Alejandro estão em presídios federais de segurança máxima desde 2019 e, por isso, estariam submetidos a severas restrições de comunicação. Segundo a defesa, esse cenário inviabilizaria qualquer participação nos fatos investigados.

Além disso, os representantes dos acusados sustentam que o vínculo familiar não pode ser confundido com participação criminosa e afirmam confiar que a instrução processual demonstrará a improcedência das acusações.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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