O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta quarta-feira (10), a influenciadora e advogada Deolane Bezerra por lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Além de Deolane, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outras quatro pessoas também foram denunciados pelo órgão.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a estrutura financeira do grupo era voltada à “dissimulação e reinserção na economia formal“ de dinheiro ilícito.
O núcleo atuou entre 2018 e 2025 por meio de uma empresa de transportes pertencente a Ciro César Lemos, que já foi condenado por organização criminosa.
“A acusada planejava, segundo a investigação, reestruturar suas empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior, operando a lavagem de dinheiro dos valores oriundos de integrantes do PCC. Sousa supervisionava prestações de contas e o fluxo de valores como operador intermediário. Já Paloma e Leonardo recebiam parcelas dos rendimentos ilícitos por determinação do pai, cabendo a Paloma orientar Lemos sobre a distribuição dos valores, a partir de informações repassadas por Alejandro”, afirmou o Gaeco em nota.
Em nota, a defesa de Deolane informou que ainda não teve acesso à acusação e assegurou que a advogada não integra nenhuma organização criminosa nem cometeu crimes.
Já a defesa de Marcola afirmou que ele cumpre pena em um presídio de segurança máxima desde 2019, o que tornaria inviável a sua participação em qualquer esquema criminoso.
Operação Vérnix
Voltada ao combate aos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, a Operação Vérnix bloqueou valores superiores a R$ 327 milhões, automóveis de luxo e quatro imóveis vinculados aos investigados.
Segundo os investigadores, foi identificado movimentações milionárias que não possuem oriem licita, além de uso de empresas de fachada e aquisição de bens de alto padrão.
*Com informações da Agência Brasil