Em razão da transmissão do jogo entre Brasil e Escócia pelo SBT, a Câmara de Campinas realizou, nesta quarta-feira (24), quatro sessões extraordinárias para analisar projetos de lei. Entre as propostas, esteve o reajuste salarial dos servidores públicos municipais, com aumento de 4,39%, que agora depende apenas da sanção do prefeito Dário Saadi (Republicanos).
A votação ocorreu com 21 votos favoráveis e seis contrários e foi marcada por discussão entre os vereadores presentes.
Guida Calixto (PT), que não integra a base governista, afirmou que a negociação foi conduzida de forma equivocada e que o sindicato não representa os servidores de Campinas. “Infelizmente, essa proposta é vergonhosa. É ridículo falar que isso é aumento. Isso representa algo em torno de R$ 100. Gostaria que esta Casa tivesse aprovado nossa emenda índice, que corrige essas distorções. Este prefeito é corajoso por apresentar esse aumento; R$ 100 não dá para fazer a feira”, declarou.
Os vereadores Fernanda Souto (PSOL), Mariana Conti ( PSOL) Wagner Romão (PT), Paolla Miguel ( PT), Gustavo Petta ( PCdoB) também adotaram a mesma posição. Já o vereador Nick Schneider (PL) afirmou a importância dos servidores públicos municipais, destacou que houve negociação com o sindicato e declarou apoio ao reajuste. “Tiveram rodadas de negociação e discussão. Servidores e sindicatos enxergam de um lado e a administração pública vê do outro. Existem outros grandes recursos aplicados em áreas que a cidade precisa”, disse.
Benê Lima (PL), Edison Ribeiro (União Brasil), Rodrigo da Farmadic (União Brasil) e Paulo Haddad (PSD), líder do governo na Câmara, reiteraram o mesmo posicionamento de Schneider. Já Carmo Luiz (Republicanos) afirmou ter conversado com colegas contrários ao reajuste e disse que o governo cumpriu todas as etapas necessárias.
A proposta também incluiu o pagamento retroativo referente aos meses de maio e junho, além da atualização do auxílio-funeral, que passou a corresponder à restituição de até R$ 6 mil a um dos beneficiários em caso de falecimento de servidor ativo ou inativo.
O auxílio-refeição também será reajustado em 7,5% para os servidores da ativa com jornada igual ou superior a 20 horas semanais, passando para R$ 2.150,12. As discussões foram convocadas pela presidência da Câmara após ato da Mesa Diretora que definiu o encerramento do expediente da Casa às 17h de hoje (24).
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