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Descontos indevidos no INSS: 656 mil aposentados não aderiram ao acordo

Muita gente já teve o pedido aprovado, mas ainda precisa fazer uma etapa simples para liberar o dinheiro
Descontos indevidos no INSS: 656 mil aposentados não aderiram ao acordo

Descontos indevidos em benefícios do INSS ainda podem render dinheiro de volta para mais de 656 mil aposentados e pensionistas. Segundo o instituto, esse grupo já teve a contestação analisada e aprovada, mas ainda precisa aderir ao acordo para receber os valores.

A adesão libera o pagamento em até três dias úteis. Ou seja, o segurado que teve o pedido aprovado ainda depende de uma ação simples para concluir o processo.

Ao todo, 656.920 beneficiários estão nessa situação. O número pode mudar todos os dias, conforme o INSS analisa novas contestações.

Descontos indevidos: quem ainda pode receber?

Os beneficiários aptos são aqueles que contestaram cobranças não autorizadas no benefício e receberam aval para devolução. Agora, falta aceitar o acordo pelo Meu INSS, pela Central 135 ou em uma agência dos Correios.

Até 22 de junho, o INSS havia registrado 6.614.939 contestações. O instituto também informou que já devolveu cerca de R$ 3,2 bilhões a 4.764.946 beneficiários.

Além dos segurados já aprovados, outras contestações ainda seguem em análise ou foram encerradas após apresentação de documentos pelas entidades responsáveis pelos descontos.

Prazo para contestar acabou, mas adesão continua

O prazo para contestar os descontos indevidos terminou no último sábado (20). No entanto, quem fez a contestação dentro do prazo ainda pode aderir ao acordo depois que o caso for analisado.

A devolução vale para descontos não autorizados feitos entre março de 2020 e março de 2025 em benefícios pagos pelo INSS.

O caso veio à tona com a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União. A investigação apontou autorizações fraudadas em cobranças feitas nos benefícios.

Como aderir ao acordo pelo Meu INSS

A adesão pode ser feita pelo aplicativo ou site Meu INSS. O beneficiário deve entrar com a conta Gov.br e acessar a área de pedidos.

Depois, é preciso escolher a opção “Consultar pedidos” e clicar em “Cumprir exigência”.

Em seguida, o segurado deve ler as informações do processo, selecionar “Aceito receber”, marcar “Sim” e enviar a solicitação.

Também é possível buscar orientação pela Central 135. O atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

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Quem recebe automaticamente?

Indígenas, quilombolas e pessoas com mais de 80 anos não precisam fazer adesão manual. Nesses casos, o ressarcimento cai automaticamente na folha de pagamento.

Para os demais beneficiários, o INSS orienta a consulta pelos canais oficiais. A recomendação evita golpes e ajuda o segurado a saber se já pode receber.

INSS alerta para golpes

O INSS afirma que não envia links por SMS ou WhatsApp para pedir dados pessoais, senhas ou biometria. O instituto também não cobra taxa para devolver valores.

Todo o processo é gratuito e deve ser feito pelos canais oficiais: Meu INSS, Central 135, portal Gov.br ou agências dos Correios.

Quem receber mensagem suspeita não deve informar dados nem fazer pagamentos. A orientação é acessar diretamente os canais do instituto para verificar a situação do benefício.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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