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Anvisa libera primeiro remédio não hormonal para controlar sintomas da menopausa

Medicamento Veoza surge como nova alternativa para mulheres que possuem contraindicação à reposição hormonal
Mulher idosa segurando um frasco de comprimidos e cápsulas em sua mão, com medicamento não hormonal para controle dos sintomas da menopausa após liberação da Anvisa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova medicação não hormonal para o tratamento de ondas de calor e suores noturnos associados à menopausa. O fezolinetanto, que será comercializado com o nome Veoza, apresentou resultados positivos em estudos clínicos com mais de 3 mil mulheres e surge como alternativa para pacientes que não podem realizar terapia de reposição hormonal. No entanto, apesar da aprovação, ainda não há previsão de preço ou data de lançamento no Brasil.

Como funciona o novo medicamento aprovado pela Anvisa

O fezolinetanto foi desenvolvido pela Astellas Farma e atua diretamente no sistema nervoso central. Dessa forma, o medicamento ajuda a regular os mecanismos responsáveis pelo controle da temperatura corporal. Como resultado, há redução da frequência e da intensidade dos chamados sintomas vasomotores, como fogachos e suores noturnos.

Além disso, esses sintomas estão entre as principais queixas das mulheres durante o climatério e a menopausa. Nesse contexto, muitas pacientes também enfrentam alterações no sono, mudanças de humor e impacto significativo na qualidade de vida.

Segundo especialistas, a redução dos níveis de estrogênio durante a menopausa provoca alterações nos circuitos cerebrais responsáveis pela regulação da temperatura corporal. Portanto, é justamente nesse mecanismo que o novo tratamento atua.

Estudos mostram redução dos sintomas da menopausa

A aprovação da Anvisa baseou-se em três estudos clínicos de Fase 3 que somaram mais de 3 mil participantes. Os dados mostraram resultados expressivos:

  • Após 4 semanas: Redução de 55% na frequência dos sintomas.
  • Após 12 semanas: A eficácia subiu para 64%.
  • Bem-estar: Além do alívio térmico, as pacientes relataram melhora significativa na qualidade do sono, maior produtividade nas atividades diárias e ganho geral na qualidade de vida.

Além disso, os estudos apontaram:

  • Diminuição da intensidade dos fogachos;
  • Melhora da qualidade do sono;
  • Menor impacto nas atividades diárias;
  • Ganhos na qualidade de vida;
  • Benefícios percebidos já nos primeiros dias de tratamento.
Mulher na fase da menopausa segura um leque aberto e apresenta expressão de desconforto, com a mão no pescoço. Cena interna que ilustra sintomas controlados por nova medicação não hormonal.
O fezolinetanto, aprovado pela Anvisa, promete aliviar os sintomas da menopausa através de um mecanismo não hormonal

Sintomas afetam milhões de mulheres

As ondas de calor e os suores noturnos atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Além disso, no Brasil, cerca de 36,2% das mulheres nessa faixa etária convivem com sintomas moderados ou intensos, índice superior à média global de 15,6%.

Entre as brasileiras afetadas, quase 70% classificam os sintomas como intensos. Como consequência, há impactos diretos no sono, no bem-estar emocional, na produtividade e nas atividades do dia a dia.

Especialistas também alertam que, quando não tratados, os sintomas vasomotores podem estar associados ao aumento do risco cardiovascular e de doenças neurodegenerativas, como a demência.

Mulher idosa usando um celular na sala de casa, com plantas decorativas ao fundo, em contexto de notícia sobre nova medicação não hormonal para controlar sintomas da menopausa.

Alternativa para quem não pode fazer reposição hormonal

De acordo com o mastologista João Bosco Ramos Borges, coordenador do Departamento de Ginecologia Endócrina da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o fezolinetanto representa uma nova opção para mulheres com contraindicações à terapia hormonal.

Entre os casos mais comuns estão pacientes com histórico de câncer de mama, infarto, trombose ou aquelas que não obtiveram resultados satisfatórios com a reposição hormonal tradicional.

Além disso, o presidente da Associação Brasileira de Climatério (SOBRAC), Nilson Roberto de Melo, destacou que a aprovação atende a uma demanda importante da saúde feminina. Segundo ele, o avanço amplia as possibilidades de tratamento para mulheres que sofrem com os sintomas da menopausa.

Quando o medicamento chega ao Brasil?

Embora a Anvisa já tenha autorizado a comercialização do fezolinetanto, a fabricante ainda não divulgou a data de lançamento nem o preço do medicamento no mercado brasileiro.

Por fim, a expectativa é que o novo tratamento amplie o acesso a alternativas terapêuticas para mulheres que enfrentam sintomas moderados e intensos da menopausa.


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Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

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