Uma mulher de 34 anos, condenada por tentar matar a própria sogra com golpes de enxada, foi presa nesta quinta-feira (25), em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Lourene Carla de Aguiar Pereira foi localizada por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que cumpriram o mandado de prisão expedido pela Justiça.
A ordem judicial foi emitida após o Tribunal do Júri condená-la a 12 anos e 5 meses de reclusão, em regime inicial fechado, durante julgamento realizado em 11 de junho. Segundo a Polícia Civil, embora tenha acompanhado a audiência por videoconferência e tomado ciência da sentença, ela permaneceu em liberdade até o cumprimento do mandado.
Para localizar a condenada, os investigadores cruzaram informações de sistemas policiais e analisaram endereços ligados à mulher. As diligências levaram os agentes até um imóvel no bairro Rio do Poço, na cidade da Baixada Santista. Como Lourene estava acompanhada das três filhas menores de idade, o Conselho Tutelar foi acionado para prestar assistência às crianças até a chegada de um familiar responsável.
Após ser cientificada da ordem judicial, a mulher foi conduzida à cadeia pública feminina, onde permanece à disposição da Justiça para o cumprimento da pena. A defesa de Lourene Carla de Aguiar Pereira não foi localizada pelo VTV News até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.
Relembre o caso
Conforme apurado pelo VTV News, o crime ocorreu em julho de 2018, em Cananéia. De acordo com as investigações, a vítima, uma cabeleireira de 63 anos bastante conhecida na cidade, foi surpreendida dentro da própria casa pela então nora, que desferiu golpes de enxada contra a cabeça dela com a intenção de matá-la.
A vítima sofreu ferimentos graves e precisou ser transferida para o Hospital Regional de Pariquera-Açu devido ao risco de morte. No mesmo dia, Lourene foi presa em flagrante. Durante a instrução do processo, foram reunidos depoimentos de testemunhas e laudos periciais que embasaram a denúncia por tentativa de homicídio. Após a análise das provas, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade da ré.