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Preços da gasolina, do etanol e do café recuam e ajudam IGP-M a cair 0,5% em junho

Índice ficou negativo pela primeira vez desde fevereiro e acumula alta de 3,16% em 12 meses
Preços da gasolina, do etanol e do café recuam e ajudam IGP-M a cair 0,5% em junho. Foto: Canva

O IGP-M caiu 0,5% em junho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). A queda teve ajuda de produtos que pesam no bolso do consumidor, como gasolina, etanol e café.

Conhecido como “inflação do aluguel”, o índice voltou a ficar negativo pela primeira vez desde fevereiro. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 3,16%. No primeiro semestre, o avanço chega a 3,27%.

Segundo a FGV, a queda em junho veio após altas registradas nos meses anteriores. Em maio, o índice tinha subido 0,84%. Em abril, o avanço foi de 2,73%, impactado pelo cenário de tensão no Oriente Médio.

IGP-M cai em junho: o que puxou a queda?

A queda do IGP-M em junho foi influenciada principalmente pelo recuo de combustíveis, minerais e produtos agrícolas.

No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem o maior peso dentro do indicador, caiu 0,97%. Entre os itens que mais recuaram estão café em grão, óleo diesel, minério de ferro, farelo de soja e cana-de-açúcar.

Já para o consumidor, os destaques foram gasolina, etanol e café em pó. A gasolina caiu 1,29%, enquanto o etanol teve queda de 5,61%. O café em pó recuou 2,57%.

De acordo com a FGV, parte da redução nos preços ao produtor chegou ao consumidor final. Isso ajudou a aliviar o índice no mês.

Como o IGP-M afeta o aluguel?

O IGP-M ficou conhecido como “inflação do aluguel” porque muitos contratos imobiliários usam o acumulado de 12 meses como base para reajuste anual.

Na prática, quando o índice sobe, o aluguel pode ficar mais caro no aniversário do contrato. Quando o indicador desacelera ou fica negativo, o reajuste tende a ser menor, dependendo do que está previsto no contrato.

Apesar da queda em junho, o acumulado em 12 meses ainda está positivo, em 3,16%. Por isso, contratos reajustados pelo índice podem ter aumento, mas em ritmo mais baixo do que em períodos de maior inflação.

Quais itens ficaram mais baratos?

Entre os produtos que ajudaram a puxar o índice para baixo, estão:

  • Café em grão: -9,69%
  • Óleo diesel: -6,18%
  • Etanol: -5,61%
  • Café em pó: -2,57%
  • Gasolina: -1,29%
  • Leite longa vida: -0,80%

O levantamento de preços foi feito entre 21 de maio e 20 de junho em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

O que compõe o IGP-M?

A FGV calcula o índice a partir de três componentes. O IPA mede os preços no atacado e representa 60% do indicador. O IPC acompanha os preços ao consumidor e tem peso de 30%. Já o INCC mede os custos da construção civil e responde por 10%.

Em junho, o IPC subiu 0,47%, mas em ritmo menor que no mês anterior. O INCC avançou 0,85%.

A queda do índice no mês mostra um alívio em alguns preços importantes, mas o impacto no bolso depende do tipo de contrato, do período de reajuste e da regra usada em cada caso.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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