Viih Tube se pronunciou nesta quinta-feira (2) sobre a repercussão do reality show As Patroas, criado por ela e pelo marido, Eliezer, com a participação de 11 funcionários da família. Nas redes sociais, a influenciadora afirmou que o objetivo do projeto era provocar uma discussão sobre as condições de trabalho e a escala 6×1.
“A nossa intenção era chamar atenção para falar sobre a escala 6×1, que nós somos contra. Porém, eu não imaginava que tomaria a proporção que tomou”,
declarou.
Segundo ela, a repercussão fez com que o cronograma de divulgação fosse alterado, antecipando a publicação do segundo episódio. O programa estreou na terça-feira (30), nas redes sociais do casal. Após as críticas, o primeiro episódio ficou indisponível e o segundo foi publicado no perfil de Viih Tube, no Instagram.
Críticas
A principal prova do episódio de estreia consistia em encontrar moedas escondidas pela casa: nas imagens, Viih Tube e Eliezer espalham os objetos em diferentes ambientes, incluindo um lago artificial, a sala, o lixo do banheiro e até o vaso sanitário, disputa que daria um prêmio superior a R$ 20 mil.
Diante da repercussão, a influenciadora reforçou que os funcionários participaram por escolha própria.
“É importante também deixar claro que eles não são obrigados a participar. Foi feito o convite e topou quem quis ter essa relação contratual com a gente fora do trabalho. Eles assinaram um contrato de produção audiovisual e receberam como se fosse uma publi”.
Viih Tube também relembrou uma estratégia utilizada no lançamento do livro Cancelada, quando admitiu ter criado uma polêmica para ampliar o alcance da obra e, depois, discutir fake news.
Investigação
Conforme noticiado anteriormente, a repercussão levou o Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo a abrir um procedimento para apurar os fatos. Também se manifestou o Tribunal Superior do Trabalho (TST), que – sem citar diretamente os influenciadores – publicou nas redes sociais que “expor trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral”.
O órgão ainda destacou que “a Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana, e a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas”. A publicação foi encerrada com o alerta: “Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever.”