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Feminicídio em Itatiba: homem é preso suspeito de matar a esposa a facadas

Vítima de 36 anos foi encontrada morta dentro da residência do casal; suspeito alegou discussão antes do crime e Polícia Civil investiga feminicídio
Imagem de notícia sobre feminicídio em Itatiba: fachada da Polícia Civil de Itatiba e dois retratos em destaque, com mulher e homem identificados para a investigação do caso.

Um homem de 42 anos foi preso pela Polícia Militar na quinta-feira (9), em Itatiba (SP), suspeito de matar a esposa, de 36 anos, a facadas dentro da residência do casal, no bairro Jardim Filomena. A Polícia Civil investiga o caso, registrado como feminicídio, para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e uma possível premeditação. Segundo a corporação, o suspeito apresentava marcas de sangue pelo corpo e confessou aos policiais que matou a companheira.

A vítima foi identificada como Tarsiana Nogueira dos Santos. Conforme o boletim de ocorrência, o próprio suspeito chamou a polícia após afirmar que havia discutido com a esposa.

Mulher foi encontrada morta dentro da residência

De acordo com o registro policial, equipes da Polícia Militar seguiram até a casa do casal após receberem o chamado. Ao chegarem ao endereço, os agentes chamaram por Tarsiana, mas ela não respondeu.

Diante da situação, os policiais entraram no imóvel e encontraram a mulher sobre a cama do casal, já sem vida, com ferimentos causados por faca. Logo depois, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte no local.

Durante a perícia, os investigadores localizaram uma faca dentro da residência. Além disso, a equipe recolheu um celular e uma peça de roupa do suspeito para realizar análises que podem contribuir com a investigação.

Ainda durante os trabalhos periciais, os policiais identificaram mensagens escritas nas paredes da casa. Segundo a apuração inicial, o homem deixou pedidos de desculpas e pediu que familiares cuidassem dos filhos do casal.

Foto de reprodução de mensagens escritas a lápis nas paredes de uma residência, com frases e rabiscos relacionados ao caso de feminicídio em Itatiba (SP).
Mensagem escrita pelo suspeito nas paredes da residência onde ocorreu o feminicídio em Itatiba (SP). Foto: Reprodução

Polícia encontrou suspeito após o crime

Depois do assassinato, o homem deixou a residência e seguiu para uma área próxima ao imóvel. Pouco tempo depois, policiais militares localizaram o suspeito enquanto ele tentava entrar em um bueiro de uma avenida de Itatiba.

Segundo o boletim de ocorrência, o homem apresentava manchas de sangue pelo corpo. Durante o primeiro depoimento, ele afirmou que matou a esposa após uma discussão entre os dois.

Na sequência, os policiais levaram o suspeito até a delegacia. Ele permaneceu preso à disposição da Justiça e aguarda audiência de custódia.

Investigação apura histórico de violência doméstica

Além de investigar a dinâmica do feminicídio, a Polícia Civil apura se o crime tem relação com episódios anteriores de violência doméstica. Segundo informações do caso, o suspeito já havia sido preso anteriormente por agressões contra a companheira, mas respondeu ao processo em liberdade após decisão judicial.

Além disso, os investigadores analisam as mensagens deixadas pelo homem nas paredes da residência. Em um dos trechos, ele citou uma suposta traição como motivo para o ataque. Entretanto, a polícia ainda não confirmou essa versão e continua ouvindo pessoas próximas ao casal para esclarecer os fatos.

A investigação também busca descobrir se o crime foi planejado. Para isso, a equipe reúne depoimentos, documentos e materiais recolhidos durante a perícia.

Por fim, o Instituto Médico Legal (IML) realizou os exames necessários no corpo da vítima.

Casal em foto de arquivo: mulher de vestido rosa e homem de terno escuro com gravata, imagem de reprodução usada na reportagem sobre feminicídio em Itatiba (SP).
Casal morava junto no bairro Jardim Filomena, em Itatiba (SP), onde ocorreu o crime investigado como feminicídio. Foto: Reprodução

Serviço

Mulheres vítimas de violência ou pessoas que presenciem agressões podem buscar ajuda pelo telefone 180, canal nacional de orientação e denúncia. Em situações de emergência, a Polícia Militar atende pelo número 190.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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