O homem preso preventivamente por chutar a própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão (PR), também é investigado por suspeita de agredir o enteado, de 5 anos. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), os indícios de violência contra o menino fortaleceram o pedido de prisão preventiva aceito pela Justiça. As investigações continuam para apurar se as agressões eram recorrentes.
Relembre o caso:
Pai é flagrado chutando a filha de 3 anos e acaba preso; VÍDEO
Polícia apura agressões anteriores contra o enteado
Além da agressão flagrada por câmeras de segurança no último domingo (5), a Polícia Civil reuniu relatos que apontam episódios anteriores de violência dentro da família.
Conforme a investigação, o enteado do suspeito teria sofrido agressões semanas antes. A suspeita é que o homem tenha atingido o menino no rosto com um cinto ou um pedaço de madeira.
Segundo o delegado Ricardo Moraes, os investigadores identificaram indícios de que a violência não se limitava à menina de 3 anos. Por isso, essas informações integraram o pedido de prisão preventiva encaminhado ao Poder Judiciário.
O delegado Anderson Andrei também afirmou que testemunhas relataram possíveis agressões anteriores durante os depoimentos prestados à polícia. Dessa forma, o conjunto de provas reforçou a necessidade da prisão para preservar a investigação e proteger as vítimas.
Vídeo levou à abertura do inquérito
O caso ganhou repercussão nacional depois que câmeras de segurança registraram o momento em que o homem chuta a filha enquanto caminhava com as duas crianças por uma rua de Francisco Beltrão.
As imagens mostram o suspeito carregando sacolas enquanto os irmãos seguem alguns passos atrás. Em determinado momento, ele se vira e desfere um chute que atinge a menina, que cai no chão.
Logo depois, uma testemunha atravessa a rua para tentar impedir a agressão. No entanto, segundo o homem, o suspeito fez ameaças durante a abordagem, o que o levou a recuar.
A mãe da criança tomou conhecimento do caso ao assistir ao vídeo nas redes sociais. Em seguida, ela procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência.
Suspeito atribuiu agressão ao choro da criança
Ao prestar depoimento, o investigado afirmou que voltava do mercado com os filhos quando a menina começou a chorar.
Segundo a Polícia Civil, ele declarou que a criança estava “chorando e berrando” e alegou que não se lembrava da agressão. Entretanto, ao assistir às imagens gravadas pelas câmeras de segurança, confirmou que era a pessoa registrada no vídeo.
Investigação busca novas imagens
Além dos depoimentos já colhidos, a Polícia Civil procura outras imagens de câmeras de segurança instaladas no trajeto percorrido pelo suspeito e pelas crianças.
O objetivo é verificar se ocorreram novas agressões antes ou depois do momento registrado pelas imagens que circularam nas redes sociais.
Enquanto isso, o Conselho Tutelar acompanha o caso. A Polícia Civil também solicitou medidas protetivas de urgência para a menina, o irmão dela e a mãe das crianças.
Serviço:
Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100. Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.