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Trump notifica Congresso sobre a retomada do conflito militar contra o Irã

Documento pede mais 60 dias para ações militares em meio à escalada de tensão
Trump fala em um púlpito em ambiente institucional, com bandeira dos Estados Unidos ao fundo, durante discurso ao microfone e expressão séria ao considerar ações relacionadas ao Irã.

O presidente Donald Trump enviou uma notificação formal ao Congresso dos Estados Unidos. Nesse documento, ele informa que o conflito entre EUA e Irã foi retomado oficialmente no dia 7 de julho. O governo usa esse registro, datado de 10 de julho, como uma estratégia jurídica. Com isso, a Casa Branca reivindica um novo prazo de 60 dias para o uso de força militar no Oriente Médio sem a necessidade de aval parlamentar.

Essa ação acontece em um momento de tensão elevada. Em junho, o legislativo norte-americano aprovou uma resolução para impedir o presidente de realizar novos ataques contra o regime iraniano sem aprovação prévia. Entretanto, como Trump não sancionou o texto, a medida funciona apenas como um sinal político. Por conta disso, o descontentamento dos parlamentares cresce cada vez mais.

Motivações para o novo conflito entre EUA e Irã

Na carta enviada aos legisladores, Trump defende sua decisão. Ele argumenta que a ordem militar atende à responsabilidade de proteger os norte-americanos e a segurança nacional do país. Além disso, ele afirma que a medida preserva os interesses de política externa dos EUA.

O presidente explicou que a decisão de retomar os ataques ocorreu devido à suposta violação de um acordo de paz. Esse memorando foi assinado pelas partes no dia 17 de junho. Segundo o governo norte-americano, o Irã atacou navios comerciais no Estreito de Ormuz. Consequentemente, esse fato forçou uma nova resposta militar.

Por causa disso, os Estados Unidos planejam restabelecer um bloqueio à navegação iraniana no Golfo Pérsico. O governo dos EUA também anunciou que garantirá a abertura do Estreito de Ormuz. Para isso, aplicará uma taxa de 20% sobre a carga de navios comerciais que transitarem pela região.

A Lei dos Poderes de Guerra e o impasse jurídico

A Constituição dos Estados Unidos confere ao Congresso, e não ao presidente, o poder exclusivo de declarar guerra. Todavia, a Lei dos Poderes de Guerra permite intervenções militares de curta duração. Para isso, o Executivo deve notificar o legislativo em até 48 horas após o início das ações.

O conflito entre EUA e Irã começou no dia 28 de fevereiro com bombardeios conjuntos de Israel e Estados Unidos. Desde então, a operação enfrenta duras críticas. O primeiro prazo legal de 60 dias expirou em 1º de maio. Naquela ocasião, o governo Trump argumentou que a lei não se aplicava. Ele declarou que as hostilidades terminaram com um cessar-fogo, embora ataques esporádicos e bloqueios navais continuassem ocorrendo na prática.

Pressão política e oposição interna ao governo

A guerra dura meses e perdeu popularidade nos Estados Unidos devido aos impactos econômicos internos. Por esse motivo, tanto a Câmara quanto o Senado aprovaram resoluções no mês passado. Nelas, os parlamentares instruíram a retirada das forças norte-americanas do conflito.

Trump reagiu com veemência às movimentações do Congresso. O presidente afirmou que os parlamentares contrários às suas ações apenas dificultam seu trabalho. Ainda assim, ele alegou que alcançará seus objetivos de segurança nacional. Enquanto o impasse jurídico segue, o cenário no Golfo Pérsico permanece incerto com o endurecimento das medidas de bloqueio naval.


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Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

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