O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disparou críticas contundentes contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira, 16. O parlamentar afirmou que o petista perdeu as condições de comandar o País após o governo dos Estados Unidos oficializar uma tarifa de 25% sobre a maior parte das importações brasileiras.
A declaração surgiu nas redes sociais, logo após o senador comentar uma publicação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Conforme o chefe da diplomacia norte-americana, o governo brasileiro falhou ao não negociar de boa-fé, fato que motivou a decisão do presidente Donald Trump.
Críticas e comparações de Flávio Bolsonaro
Em sua postagem, o senador não poupou adjetivos ao comentar a gestão atual. O parlamentar, que atua como pré-candidato à Presidência, comparou Lula ao ex-presidente americano Joe Biden, ao rotular o mandatário brasileiro como um Biden brasileiro.
Dessa forma, o político escreveu que Lula não possui mais condições de ser o presidente do Brasil, pois o País voa em um avião sem piloto. Além disso, ele descreveu a administração petista como ranzinza e inconsequente, reiterando que o governo representa um perigo para a nação.
Por fim, o senador reforçou sua posição contrária às políticas atuais. Ele argumentou que o Brasil enfrenta um cenário de atraso, incerteza, desconfiança e incompetência. Vale lembrar que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro participou recentemente de audiências em Washington D.C. para discutir as tarifas. Na ocasião, ele já alertava que a confirmação das taxas prejudicaria o momento delicado da economia nacional.
Governo Lula reage à medida e critica a oposição
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) oficializou a decisão na noite de quarta-feira, 15. A sobretaxa de 25% encerra uma investigação comercial baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e entra em vigor no dia 22 de julho.
Como resposta imediata, o Palácio do Planalto anunciou que vai recorrer aos instrumentos da Lei de Reciprocidade Econômica. Esse mecanismo permite retaliações comerciais e dá aval para o governo acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Posteriormente, o governo brasileiro classificou a medida americana como unilateral e sem justificativa econômica em nota oficial. O Planalto também aproveitou o comunicado para atribuir a crise à atuação da família Bolsonaro. Segundo o governo, o cenário atual resulta de um enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro, acusando o grupo de agir contra o País por interesses eleitorais.
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