O interior paulista enfrenta risco elevado de incêndios e queimadas por causa do tempo seco. O alerta da Defesa Civil começou no domingo (19) e segue até esta terça-feira (21), com atenção especial para as regiões central, oeste e norte do estado.
A situação mais preocupante deve ocorrer entre Barretos e Araçatuba. Segundo o órgão estadual, essa faixa pode atingir nível extremo de risco nesta terça.
Interior paulista terá risco extremo de queimadas
Toda a área a partir de Piracicaba aparece no mapa de alerta da Defesa Civil. A combinação de baixa umidade, vegetação seca e falta de chuvas facilita o início e a propagação do fogo.
Apesar do alerta, São Paulo ainda registra poucos focos de incêndio em comparação com outros períodos. No entanto, as autoridades reforçam a necessidade de prevenção nos próximos dias.
A população não deve colocar fogo em terrenos, lixo ou restos de vegetação. Também é importante evitar jogar pontas de cigarro em rodovias e áreas com mato seco.
Ao identificar fumaça ou um foco de incêndio, o morador deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
Seca também preocupa abastecimento de água
O interior paulista enfrenta períodos de seca moderada ou leve desde fevereiro de 2024, segundo o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico.
Nos últimos dez anos, cidades como Itu, Bauru, Campinas e Ribeirão Preto passaram por dificuldades no abastecimento durante os meses mais secos. Alguns municípios precisaram adotar rodízios ou buscar novas formas de captação de água.
O cenário também preocupa na Região Metropolitana de São Paulo. Durante as madrugadas, moradores de alguns bairros relatam redução na pressão ou interrupção no fornecimento.
Queimadas já causaram prejuízos no estado
Em 2024, incêndios atingiram áreas de lavouras de cana-de-açúcar no norte paulista. O fogo também provocou interdições em estradas e deixou dezenas de municípios em estado de alerta.
Nos anos seguintes, ações de prevenção e combate ajudaram a reduzir os impactos em parques estaduais e áreas de proteção ambiental.
Mesmo assim, o tempo seco mantém o risco alto. A orientação é redobrar os cuidados até a melhora das condições climáticas.
*Com informações de Agência Brasil