Um novo levantamento da Polícia Militar esclareceu como começou o incêndio que destruiu uma loja de veículos na manhã de segunda-feira (3), em Piracicaba. Segundo a investigação, o homem de 46 anos preso pelo caso entrou no estabelecimento, ligou um dos automóveis e manteve o acelerador pressionado até o veículo superaquecer e pegar fogo. Em seguida, as chamas se espalharam rapidamente pelo imóvel, destruindo ao menos 25 carros e seis motocicletas. O prejuízo inicial ultrapassa R$ 1 milhão.
Como o incêndio teve início
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito entrou na loja localizada na Avenida Presidente Kennedy e seguiu até os fundos do estabelecimento. No local, ele ligou um dos veículos e acelerou o motor continuamente.
Com isso, o carro superaqueceu e iniciou o incêndio. Logo depois, o fogo atingiu outros automóveis estacionados na loja. O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado por volta das 6h15, mobilizou cinco equipes e contou com o apoio de caminhões-pipa de usinas da região para controlar as chamas.
Apesar da destruição, ninguém ficou ferido. Além disso, imagens feitas por drone mostram que praticamente toda a área destinada aos veículos foi consumida pelo fogo.
Suspeito tentou invadir outro estabelecimento
Após deixar a loja, o homem seguiu para outro estabelecimento comercial nas proximidades. Segundo a polícia, câmeras de segurança registraram o momento em que ele tentou arrombar a porta do imóvel, mas não conseguiu entrar.
Na sequência, caminhou até um condomínio residencial na Vila Rezende. Lá, danificou a entrada do prédio e conseguiu acessar o interior do edifício.
Invasão ao condomínio terminou com a prisão
Conforme a Polícia Militar e o relato do zelador, o suspeito quebrou um vidro da porta de acesso, alcançou a fechadura e entrou no condomínio. Durante a ação, sofreu diversos cortes e deixou marcas de sangue pelo hall de entrada, elevador e corredores.
Em seguida, tentou entrar em um apartamento, mas não conseguiu. Depois, invadiu outro imóvel, onde estavam dois idosos e uma criança. Enquanto o homem circulava pelo apartamento, os moradores permaneceram trancados nos quartos e não tiveram contato direto com ele.
Na sequência, o suspeito entrou no banheiro social e permaneceu no local até a chegada da Polícia Militar.
Os policiais identificaram que ele era o mesmo homem apontado como responsável pelo incêndio na loja de veículos. Segundo a corporação, ele apresentava comportamento alterado e aparentava estar sob efeito de drogas, o que dificultou a abordagem. Após a contenção, as equipes o encaminharam para atendimento médico, onde permaneceu sob escolta policial.
Defesa apresenta outra versão
Por outro lado, a defesa afirma que o investigado não teve a intenção de provocar o incêndio. Segundo o advogado João Luiz Biscalchim Junior, o homem estava em um posto de combustíveis acompanhado de outra pessoa quando teve o próprio veículo furtado.
Ainda conforme a defesa, ele fugiu por acreditar que estava sendo ameaçado. Durante a fuga, entrou na loja de veículos e tentou utilizar um automóvel para deixar o local, mas não conseguiu. Depois disso, buscou abrigo no apartamento onde acabou localizado pela polícia.
O advogado informou que aguarda imagens de câmeras de segurança para tentar confirmar a versão apresentada pelo cliente. Enquanto isso, o suspeito deverá prestar depoimento no decorrer das investigações.
Investigação continua
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer toda a dinâmica da ocorrência. Além do incêndio criminoso, os investigadores também apuram as invasões ao condomínio e ao apartamento, bem como os danos causados durante a ação.
Por fim, o proprietário da loja informou que, em um levantamento parcial, o incêndio destruiu 25 carros e seis motocicletas. O prejuízo estimado supera R$ 1 milhão e ainda poderá aumentar após a conclusão da perícia.