Um inspetor de alunos de uma escola municipal de Itanhaém, no litoral de São Paulo, é investigado por suspeita de estuprar duas crianças de 5 anos dentro da unidade de ensino. O caso, registrado no bairro Balneário Gaivota, é apurado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município.
As denúncias apontam que as crianças teriam sido vítimas de exploração sexual pelo suspeito durante o mês de julho. Segundo os relatos, ele fazia ameaças ao pedir que elas não denunciassem os abusos.
Em nota, a Prefeitura de Itanhaém informou que “repudia veementemente qualquer conduta que atente contra a integridade de seus alunos e trata o caso com máxima prioridade e rigor”. O órgão acrescentou que o servidor foi afastado preventivamente e que instaurou um processo administrativo para averiguar os fatos.
Ainda segundo a prefeitura, a Secretaria de Educação encaminhou à Polícia Civil as imagens do sistema de monitoramento da escola e os relatórios técnicos produzidos pela equipe da unidade. O município também afirmou que mantém suporte e acolhimento às famílias envolvidas.
“Por envolver menores de idade e tramitar sob segredo de justiça, detalhes do inquérito seguem restritos às autoridades policiais e judiciais competentes”,
informou a administração municipal.
Procurada pelo VTV News nesta quinta-feira (6), a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou que as investigações são conduzidas, sob sigilo, pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém. Segundo a pasta, a autoridade policial realiza diligências para esclarecer todas as circunstâncias dos fatos.
Como denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes
Casos de violência física, psicológica, ameaças, abuso, violações de direitos ou situações que coloquem crianças e adolescentes em risco podem ser denunciados por diferentes canais de atendimento. As denúncias podem ser feitas de forma anônima. Os principais canais são:
- Disque 100 – serviço nacional de denúncias de violações de direitos humanos;Polícia Militar – pelo telefone 190, em casos de emergência;
- Polícia Civil – presencialmente em delegacias;
- Conselho Tutelar – responsável por acompanhar situações que envolvam menores;
- Delegacias especializadas como as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e unidades de proteção à criança e ao adolescente.
Segundo especialistas, denúncias podem ser fundamentais para interromper ciclos de violência, garantir proteção às vítimas e auxiliar investigações. Mesmo em casos de suspeita ou quando não há confirmação dos fatos, informações podem contribuir para o acionamento da rede de proteção.
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