O Dia dos Pais é comemorado em datas variadas ao redor do mundo, mas guarda sempre o mesmo propósito: homenagear figuras que representam proteção, afeto e direcionamento. No Brasil, a data é celebrada no segundo domingo de agosto. Neste ano, ocorre no dia 9.
Mais do que momentos festivos, a ocasião convida a refletir sobre o impacto da presença paterna na formação de valores. Entre o mar e o asfalto, histórias reais mostram como o apoio e o exemplo transformam a vida de pais e filhos.
Do mar para a vida
A trajetória de Jojó de Olivença, idealizador do Projeto Ondas, exemplifica como a paternidade pode ressignificar prioridades. Quando começou no esporte, enfrentou o receio dos pais.
“Eu não sabia nadar realmente e era uma praia muito perigosa. Meus pais não viam no surfe nenhuma perspectiva por conta da falta de informação da época, quando o esporte era marginalizado. Não tive o apoio deles para começar”, recorda Jojó.
Ao notar o impacto das viagens do Circuito Mundial na rotina familiar, ele tomou uma decisão drástica: renunciou à carreira competitiva internacional para acompanhar o crescimento dos filhos, Kaipo e Kauan, ao lado da esposa Adriana.

Foto: Divulgação
A escolha refletiu diretamente no futuro da família. Kaipo, o filho mais velho de Jojó, que entrou no Projeto Ondas ainda criança como aluno, passou por todas as etapas da instituição até se tornar o atual Coordenador de Programas.
A ONG oferece aulas gratuitas de surfe, suporte pedagógico e assistência social para famílias vulneráveis do Guarujá.
Ele destaca que a relação com o pai dentro e fora d’água moldou seu caráter: “Tudo o que aprendi foi graças aos conceitos do esporte: superação, empatia, respeito e cuidado com o meio ambiente”.
Para Jojó, o verdadeiro sentido da data está na rotina diária. “Não me apego muito a datas, o que vale é a dedicação do dia a dia. Os filhos são presentes de Deus e está sobre nossos ombros a responsabilidade de educá-los e dar um direcionamento”, afirma o surfista.
Do rally às cozinhas: a gestão em família no Divino Fogão
A disciplina necessária para vencer corridas também serviu de base para a criação de um império empresarial e familiar.
Reinaldo Varela, fundador da rede Divino Fogão e nome de destaque no automobilismo brasileiro, construiu sua história aliando a adrenalina do rally à gestão de negócios.
Os filhos Rodrigo, Gabriel e Bruno herdaram as duas paixões do pai. Enquanto Rodrigo e Gabriel atuam nas diretorias de Planejamento e Finanças da rede, Bruno comanda a Equipe Varela Can-Am Monster Energy, gerenciando a logística e a preparação técnica do time nas competições off-road.

Foto: Lucas Miranda
“O maior legado que um pai pode deixar não é apenas um patrimônio, mas os valores que orientam cada decisão. Sempre procurei mostrar aos meus filhos que dedicação, respeito e perseverança fazem a diferença em qualquer caminho, seja no esporte ou nos negócios”, destaca Reinaldo.
Com mais de quatro décadas de história no mercado de alimentação e títulos acumulações nas pistas, a conexão entre pai e filhos reafirma que as grandes conquistas são fruto do trabalho em equipe.
“A experiência nas pistas me ensinou que nenhuma vitória é por acaso. Tenho muito orgulho de ver esse legado seguir adiante ao lado da minha família”, conclui o empresário.