Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Desenrola Adimplentes começa hoje (10) com novas regras para crédito e juros

Nova modalidade permite renegociar dívidas sem garantia de até R$ 15 mil, desde que o trabalhador cumpra os critérios do programa
Desenrola Adimplentes começa hoje com novas regras para crédito e juros: mãos calculando valores com calculadora e cédulas de dinheiro sobre a mesa.

O Desenrola Adimplentes começa a funcionar nesta segunda-feira (10), com novas regras para a participação das instituições financeiras. A iniciativa oferece crédito em condições mais favoráveis a trabalhadores informais que mantêm suas dívidas em dia, além de estudantes e empresas que estão adimplentes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Entre as condições oferecidas pelo programa está a possibilidade de renegociar dívidas sem garantia de até R$ 15 mil, com juros limitados a 1,99% ao mês. A taxa é inferior à praticada, em média, no crédito pessoal, que atualmente está próxima de 7% ao mês.

Para viabilizar essas condições, a solução também estabelece uma divisão dos custos das operações. As próprias participantes serão responsáveis por 30% dos valores, enquanto os 70% restantes ficarão a cargo da União, segundo o Ministério da Fazenda. A mudança busca ainda ampliar a participação de instituições financeiras no programa, sem comprometer a eficiência na aplicação dos recursos públicos.

A nova regra, no entanto, difere do modelo previsto na versão inicial da medida provisória que instituiu o Desenrola Adimplentes. Naquele texto, os valores repassados pelo governo federal ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal poderiam ser utilizados em conjunto com recursos próprios das duas instituições. A medida também permitia que as operações fossem realizadas em parceria com outros bancos e instituições financeiras.

Para quem está disponível?

A iniciativa atende trabalhadores que não possuem emprego com carteira assinada. Para participar, é necessário cumprir os seguintes requisitos:

  • exercer atividade profissional de forma informal;
  • possuir crédito pessoal contratado sem garantia;
  • ter pago, no mínimo, quatro parcelas do empréstimo;
  • manter as prestações em dia ou apresentar atraso de, no máximo, 90 dias.

A modalidade não contempla consumidores com atraso superior a 90 dias, que já podem buscar as condições de renegociação previstas no Desenrola Brasil 2.0.

Quando começa?

Depois de um atraso provocado por alterações na regulamentação, os bancos públicos iniciam hoje (10) a oferta da linha de crédito. A expectativa do governo é que instituições privadas também ingressem no programa.

O que é o Desenrola?

O Desenrola Brasil é uma iniciativa do Governo Federal voltada à renegociação de dívidas em atraso, com o objetivo de facilitar a regularização financeira dos devedores. Entre as condições oferecidas estão descontos, taxas de juros reduzidas e prazos mais longos para o pagamento.

Para ter acesso a essas condições, a renegociação deve ser realizada diretamente pelos canais oficiais do banco ou da instituição financeira responsável pela dívida. Nesses canais, o cliente poderá consultar as opções disponíveis e formalizar o acordo.


Continua após a publicidade

Autor

  • Cristiane Campari

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com atuação destacada como trainee no Estadão, onde participou da 2ª edição do Focas Saúde. Também integrou a equipe da TV Câmara Campinas, contribuindo na cobertura institucional e na produção de conteúdo. Experiência na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e no Consórcio PCJ.

VEJA TAMBÉM

Dia dos Pais com pai e filho em um abraço carinhoso em casa, reforçando a ideia de celebrar com afeto e atenção ao orçamento familiar

Dia dos Pais deve impulsionar comércio e exige atenção ao orçamento familiar

Vista aérea de um grande centro urbano com muitos prédios e ruas movimentadas, ilustrando a alta nos aluguéis residenciais em julho e como o custo pode subir na cidade.

Aluguéis residenciais ficam mais caros em julho; veja onde subiu mais

Mesa com refeições como arroz, hambúrguer e frango, com gráfico em queda e texto sobre consumo de arroz no Brasil despencando mais de 40% em 27 anos

O brasileiro está deixando o arroz de lado? Consumo despencou mais de 40% em 27 anos

Logotipo do Banco Central do Brasil em fachada de concreto, associado a notícias sobre a Copom reduzindo a Selic e juros caindo para 14% ao ano.

Juros caem novamente: Copom reduz Selic para 14% ao ano

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.