A Taxa Selic caiu de 14% para 13,75% ao ano após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (16). O corte de 0,25 ponto percentual foi aprovado por unanimidade e representa a quinta redução consecutiva dos juros básicos da economia.
A decisão pode refletir no bolso dos brasileiros, principalmente no crédito e nos investimentos. A Selic influencia os juros de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras, embora os efeitos não apareçam necessariamente de forma imediata.
Na reunião anterior, o Copom já havia reduzido a Selic para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo.
Selic cai de 15% para 13,75% em seis meses
Taxa básica de juros começou a cair em março e acumula redução de 1,25 ponto percentual desde então.
Taxa Selic a 13,75%: o que muda no crédito?
A queda da Taxa Selic tende a abrir espaço para uma redução gradual dos juros cobrados de consumidores e empresas.
Isso pode aparecer, ao longo do tempo, em empréstimos, financiamentos e outras linhas de crédito. No entanto, cada banco define suas próprias taxas e considera fatores como risco do cliente, inadimplência e custos da operação.
O Banco Central explica que mudanças na Selic afetam diferentes áreas da economia, inclusive o crédito, o consumo e os investimentos.
Por isso, um corte de 0,25 ponto percentual não significa que as parcelas de um financiamento ou os juros do cartão vão cair na mesma proporção imediatamente.
O que muda para quem investe com a Taxa Selic menor?
Para o investidor, a queda dos juros reduz um pouco a rentabilidade esperada de aplicações que acompanham diretamente a Selic ou o CDI.
O Tesouro Selic, por exemplo, é um título pós-fixado cuja remuneração acompanha a variação da taxa básica. Com a Selic menor, a tendência é que o rendimento futuro também fique um pouco menor.
Mesmo assim, com os juros em 13,75% ao ano, a renda fixa continua oferecendo taxas elevadas. A diferença é que comparar as condições de cada aplicação passa a ganhar ainda mais importância.
Entre os principais pontos para observar estão:
- Rentabilidade líquida, após impostos e taxas;
- Prazo até o vencimento;
- Liquidez, caso seja necessário retirar o dinheiro antes;
- Tributação, que varia entre os produtos;
- Risco de crédito de quem emite o investimento;
- Indexador, como CDI, Selic, inflação ou taxa prefixada.
CDBs, LCIs, LCAs e títulos do Tesouro Direto têm características diferentes. Por isso, olhar apenas para a porcentagem anunciada pode não mostrar qual aplicação terá o maior retorno líquido.
Nos títulos prefixados e ligados à inflação, também é preciso considerar a marcação a mercado. O Tesouro Direto explica que a queda das taxas de juros de mercado pode elevar o preço desses títulos, enquanto uma alta dos juros produz o movimento contrário. Quem vende antes do vencimento pode receber um retorno diferente daquele previsto no momento da compra.
Por que o Banco Central reduziu a Taxa Selic?
A desaceleração recente da inflação ajudou a abrir espaço para o novo corte dos juros.
Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou queda de 0,32%. No acumulado de 12 meses, a inflação desacelerou de 4,44% para 4,22%.
O resultado está abaixo do teto de 4,5% do intervalo de tolerância da meta, mas continua acima do centro de 3%.
Apesar do novo corte, o Banco Central não indicou antecipadamente qual será a decisão nas próximas reuniões. O Copom continuará acompanhando a inflação, a atividade econômica e os riscos do cenário internacional antes de definir os próximos passos para os juros.




