Gustavo Roberto da Silva Billintani foi condenado a 37 anos e nove meses de prisão pelo feminicídio de Eliane Alves de Souza, de 37 anos, em Campinas (SP). A Justiça proferiu a sentença nesta terça-feira (18). O réu cumprirá a pena inicialmente em regime fechado e não poderá recorrer em liberdade.
Ataque ocorreu em bosque do Parque Valença
O crime aconteceu em novembro de 2024, em um bosque no Parque Valença. Antes do assassinato, Eliane havia retornado a Campinas depois de morar em Minas Gerais e marcou um encontro com o ex-companheiro.
Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), os dois seguiram para o bosque. No local, uma discussão começou. Durante o desentendimento, Gustavo pegou uma faca e atacou Eliane.
O agressor atingiu a vítima cerca de 18 vezes. Os golpes atingiram regiões como cabeça, pescoço, abdômen e tórax. Eliane morreu no próprio local.
Tribunal reconheceu circunstâncias do feminicídio
Durante o julgamento, a Justiça considerou que Gustavo cometeu o crime em um contexto de violência doméstica. Além disso, a sentença reconheceu o uso de meio cruel e uma estratégia que reduziu as chances de defesa da vítima.
O Ministério Público argumentou que o ataque ocorreu de surpresa. A acusação também destacou a quantidade de golpes e a diferença de força física entre Gustavo e Eliane.
Por esses fatores, a Justiça fixou a pena em 37 anos e nove meses de prisão. Gustavo também não poderá aguardar em liberdade uma eventual análise de recurso.
Eliane havia deixado Campinas após ameaças
Eliane e Gustavo viveram juntos por cerca de 12 anos e tiveram duas filhas. Na época do crime, as meninas tinham 14 e 9 anos.
Depois do fim do relacionamento, Eliane mudou-se para Minas Gerais. Conforme a denúncia do MPSP, ela deixou Campinas após receber ameaças atribuídas ao ex-companheiro.
No entanto, em novembro de 2024, ela retornou à cidade e encontrou Gustavo. Os dois seguiram para o bosque, onde ocorreu o assassinato.
A Justiça também considerou os efeitos do crime sobre a família. Entre as consequências apontadas estão a perda do convívio das duas filhas com a mãe.
Polícia prendeu homem semanas depois
Antes da localização do corpo, a família comunicou o desaparecimento de Eliane. Ela havia sido vista pela última vez no Terminal Campo Grande e deveria encontrar uma das filhas, mas não apareceu.
Posteriormente, a Polícia Militar encontrou o corpo no bosque do Parque Valença. A Polícia Civil iniciou a investigação e tratou o caso como feminicídio.
Gustavo acabou preso em 3 de dezembro de 2024, em Praia Grande (SP). Na ocasião, policiais militares faziam patrulhamento pela cidade quando abordaram o suspeito. Em seguida, verificaram que havia um mandado de prisão contra ele.