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Brasil e EUA retomam negociações comerciais após ligação entre Lula e Trump

Encontro busca destravar impasse das tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros
Brasil e EUA farão reunião virtual para negociar o tarifaço norte-americano em cenário de comércio internacional com navio cargueiro em porto

O governo brasileiro e o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) voltam à mesa de negociações na próxima semana para tentar destravar o impasse comercial causado pelo tarifaço americano sobre produtos do Brasil.

O encontro reunirá o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

A data exata da reunião ainda será definida pelas equipes diplomáticas. A reaproximação ocorre após uma conversa telefônica de 1 hora e 20 minutos entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Em nota conjunta, Mdic e MRE avaliaram que a sinalização dos dois chefes de Estado abre um novo canal de diálogo para buscar uma solução negociada.

Tarifas

Durante a chamada, descrita pelo Planalto como cordial, Lula contestou as justificativas de Washington para impor as barreiras econômicas — que envolvem alegações sobre desmatamento, propriedade intelectual, etanol, o sistema Pix, acordos preferenciais, combate à corrupção e trabalho forçado. O presidente brasileiro argumentou que as sanções prejudicam ambos os países e defendeu a diplomacia para preservar as relações bilaterais. Trump concordou com a necessidade de manter as pontes comerciais e deu luz verde para que suas equipes retomassem as conversas.

Segurança e Ação Anticrime A pauta da ligação se estendeu à segurança pública. Lula defendeu uma atuação conjunta contra o crime organizado, ressaltando que, embora tais facções pressionem populações vulneráveis, elas não devem ser enquadradas como organizações terroristas. O presidente citou avanços brasileiros como a Lei Antifacção, o sufocamento financeiro que já apreendeu R$ 17 bilhões de estruturas criminosas e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus. Trump demonstrou interesse em ampliar a parceria e prometeu indicar auxiliares de alto escalão para conduzir o tema.

Conflitos globais

No plano internacional, os dois líderes discutiram saídas diplomáticas para as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, além das tensões entre EUA e Irã. Lula voltou a criticar a paralisia do Conselho de Segurança da ONU, sugerindo uma reunião extraordinária do órgão para buscar a paz, e destacou que grandes líderes se provam ao encerrar guerras, e não ao iniciá-las.

Leia também: Lula e Trump conversam por telefone sobre tarifas e pauta econômica


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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