A situação da Ponte Preta está cada vez mais complicada. Para a partida contra o América-MG, pela segunda divisão do Campeonato Brasileiro, o clube teve de viajar com apenas 17 jogadores das categorias de base, em meio às dificuldades financeiras para pagar os salários dos funcionários.
Com o elenco reduzido, o banco de reservas terá apenas seis atletas. Diante desse cenário, a equipe decidiu viajar para evitar um W.O., que ocorre quando um time perde por desistência ou por não comparecer ao local da partida no horário marcado.
A partida também marca o retorno do técnico Gilson Kleina ao comando da Macaca. O treinador chegou a comentar que assumir a equipe nessas condições será o maior desafio de sua carreira. Pela frente, terá a missão de comandar um time formado por jovens jogadores em uma partida profissional.
Empréstimo
Entre os nomes que poderiam reforçar a equipe estavam os atacantes David da Hora e Brandão, emprestados pelo Coritiba, além dos zagueiros Sergio Palacios e Lucas Cunha, cedidos pelo Bragantino. A diretoria tentou incluir os jogadores na lista até os últimos momentos, mas não conseguiu ampliar o grupo disponível para a partida.
A situação financeira do clube também foi destacada pelo elenco. Após a suspensão das atividades, os jogadores afirmaram que alguns atletas estão com os salários atrasados por até seis meses e declararam que só voltariam após o acerto das pendências.
Brasileirão
A Ponte Preta, que ocupa a 20ª colocação, enfrenta o América-MG, atualmente na 19ª posição, às 16h deste domingo (30), em Belo Horizonte, na Arena Independência.
Por conta da paralisação das atividades, a escalação da Ponte Preta é um mistério. A definição dos 11 jogadores que entrarão em campo só será conhecida no horário da partida.