Nesta sexta-feira (11), os atentados de 11 de Setembro completam 25 anos. A área do antigo World Trade Center, em Lower Manhattan, deixou no passado o vazio da tragédia de 2001 e hoje se consolida como um vibrante complexo de negócios, cultura e moradia. O espaço que abrigava as Torres Gêmeas reúne novos arranha-céus, memorial, museu subterrâneo, polo de transportes, lojas e restaurantes.
A transformação urbana superou os limites do complexo e impulsionou toda a região circundante. O número de moradores em Lower Manhattan mais que dobrou, saltando de 32.446 habitantes no ano 2000 para 70.761 em 2024. As ofertas residenciais também acompanharam esse crescimento exponencial, subindo de 21.337 apartamentos em 2002 para 46.194 no início de 2026.
O renascimento do World Trade Center e os novos arranha-céus
No centro da reconstrução do complexo está o One World Trade Center, também conhecido como Freedom Tower. Projetado por David Childs, o edifício atingiu 541 metros de altura — valor que representa uma homenagem direta ao ano da independência dos Estados Unidos (1776). Inaugurado em 2014, o prédio se estabeleceu como o principal marco no horizonte nova-iorquino.
O projeto arquitetônico também reintegrou o terreno à malha viária de Nova York, reabrindo vias históricas como a Greenwich Street. Além da torre principal, o complexo atrai diariamente milhares de trabalhadores e turistas com outros grandes edifícios comerciais e áreas públicas:
- 3 World Trade Center: Concluído em 2018 com 329 metros de altura e 80 andares.
- 4 World Trade Center: Inaugurado em 2013 com design assinado por Fumihiko Maki e 298 metros de altura.
- 7 World Trade Center: Primeiro prédio a ser entregue, inaugurado em 2006 com 226 metros no local da estrutura de 47 andares desabada em 2001.
- Oculus: Terminal de transportes da rede PATH com conexões para o metrô de Nova York, galerias e lojas.
A etapa final do empreendimento começou em julho deste ano, com as obras do 2 World Trade Center. O arranha-céu terá 374 metros de altura, 55 andares e abrigará a nova sede global da American Express. A entrega da obra está prevista para 2031, encerrando a reconstrução do espaço comercial original.

Memória viva no coração de Lower Manhattan
Mesmo com a intensa atividade comercial, o caráter de respeito histórico conduz o projeto do Ground Zero. Onde ficavam as bases das antigas Torres Norte e Sul, funcionam hoje duas imensas piscinas que formam o Memorial do 11 de Setembro. Painéis de bronze ao redor das quedas d’água trazem gravados os nomes das 2.977 vítimas dos ataques de 2001 e das vítimas do atentado de 1993.
Abaixo da praça arborizada fica o 9/11 Memorial Museum, que preserva relatos, objetos pessoais e estruturas históricas como a Last Column — a última peça metálica retirada da área durante os resgates. Em 2026, o museu inaugurou a exposição “In Their Honor: 25 Years of 9/11-Inspired Service”, com foco no voluntariado e nas gerações nascidas após a tragédia.
A área acolhe ainda novos espaços comunitários e religiosos:
- Liberty Park: Parque elevado construído sobre a infraestrutura do complexo.
- Igreja Ortodoxa Grega de São Nicolau: Projetada por Santiago Calatrava e inaugurada em 2022 em mármore branco, substituindo o templo original destruído na queda da Torre Sul.
O que ocorreu no 11 de setembro de 2001?
Na manhã daquele dia, 19 integrantes do grupo extremista al-Qaeda sequestraram quatro aeronaves comerciais nos Estados Unidos:
- Dois aviões colidiram contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, provocando o desabamento de ambos os prédios.
- Um avião atingiu o prédio do Pentágono, nos arredores da capital Washington.
- Uma quarta aeronave caiu em uma área rural da Pensilvânia, após reação dos passageiros a bordo.
Ao todo, 2.977 pessoas perderam a vida nos ataques (2.753 em Nova York, 184 no Pentágono e 40 na Pensilvânia). O homem apontado como o mentor dos atentados, Khalid Sheikh Mohammed, segue preso ao lado de outros quatro acusados. O julgamento do grupo no tribunal militar está previsto para ocorrer em junho de 2028.




