O médico ortopedista Alexandre Pedroso Ribeiro foi condenado a 20 anos e 5 meses de prisão pela execução de um paciente dentro do Hospital Santo Amaro, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Outros dois homens apontados como envolvidos no crime também foram condenados, e as penas chegam a 23 anos de prisão.
Conforme noticiado pelo VTV da Gente à época, o crime aconteceu em 24 de abril de 2022, quando Gilianderson dos Santos foi atingido por vários tiros dentro da unidade de saúde. Imagens de monitoramento mostram o momento em que dois homens de capacete entraram no hospital e atiraram contra a vítima, que estava em uma cadeira de rodas (veja mais abaixo).
A investigação da Polícia Civil aponta que Alexandre estava de plantão na unidade e teria antecipado a alta de Gilianderson, além de levá-lo até a saída de emergência. O médico também manteve contato com um dos executores antes do assassinato, de acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). O paciente já havia sido baleado dias antes e estava internado no hospital quando foi morto, aos 37 anos.

Como aconteceu a execução
Segundo o MPSP, dados extraídos do celular do médico, mediante autorização judicial, registraram 18 interações com um dos executores entre 9h22 e 11h42 do dia do crime, mas as conversas foram apagadas. Às 11h38, dois homens entraram no hospital e efetuaram os disparos contra Gilianderson, que estava na recepção da unidade.
Sandro Vieira Conceição, conhecido como “Patinho”, é apontado como o autor dos tiros. Ele teria chegado ao hospital na garupa de uma motocicleta conduzida por Vitor Hugo Assunção, apelidado de “Pikachu”.
Ainda segundo a Promotoria de Justiça, o assassinato estaria relacionado a um chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), sob a justificativa de que Gilianderson teria estuprado uma mulher. A Polícia Civil, no entanto, nunca encontrou a suposta vítima e não confirmou a ocorrência do crime sexual.

Penas
Conforme apurado pelo VTV News, os três réus – Alexandre, Sandro e Vitor Hugo – foram julgados pelo Tribunal do Júri do Guarujá entre a última quarta (9) e quinta-feira (10). Todos foram condenados por homicídio qualificado por motivo torpe e uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Veja:
- Alexandre Pedroso Ribeiro: 20 anos e 5 meses de prisão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 16 dias-multa.
- Sandro Vieira Conceição: 22 anos, 4 meses e 24 dias de prisão, em regime inicial fechado.
- Vitor Hugo Assunção: 23 anos e 14 dias de prisão, em regime inicial fechado.
Por fim, de acordo com o MPSP, a Promotoria vai apresentar recurso de apelação para tentar aumentar as penas dos três condenados. A reportagem procura as defesas dos envolvidos, e o texto poderá ser atualizado.




