A Polícia Civil prendeu dois empresários nesta segunda-feira (21) durante uma operação que investiga a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em Artur Nogueira e Cosmópolis, no interior de São Paulo. Além das prisões, os agentes apreenderam cinco veículos, celulares, computadores, máquinas de cartão e documentos financeiros. A Justiça também determinou a suspensão das atividades de três estabelecimentos comerciais.
Investigação começou em 2025
Segundo o delegado da Polícia Civil de Artur Nogueira, Odair José Jaeger, a investigação começou em 2025 para apurar o tráfico de entorpecentes. Durante a apuração, os policiais encontraram movimentações financeiras consideradas suspeitas entre pessoas ligadas ao tráfico e empresários.
De acordo com o delegado, os investigadores identificaram indícios de que recursos de origem ilícita chegaram às finanças de alguns empreendimentos. Agora, a equipe busca entender o caminho percorrido pelo dinheiro e identificar outras pessoas que possam ter participado do esquema.
Operação cumpriu mandados em três cidades
A Polícia Civil chamou a ação de Operação Tonsor. Com autorização da Justiça, os agentes cumpriram mandados de prisão temporária, busca e apreensão e ordens para interromper as atividades de estabelecimentos comerciais.
Os policiais prenderam um empresário em Artur Nogueira e outro em Cosmópolis. Até a última atualização, a Polícia Civil não havia divulgado os nomes dos investigados.
Em Artur Nogueira, a Justiça determinou o fechamento do Toka Bar e da Lim Pizzaria. Já em Cosmópolis, a medida atingiu o Líder Shop.
Além disso, os agentes cumpriram diligências em um comércio de Americana. Nesse caso, porém, a Justiça não determinou a suspensão das atividades.
Polícia apreende veículos e equipamentos
Durante a operação, os policiais recolheram cinco veículos e diversos equipamentos. Entre os materiais estão celulares, computadores, máquinas de cartão e documentos relacionados à movimentação financeira dos investigados.
Agora, a Polícia Civil vai analisar o conteúdo apreendido. A partir desses dados, os investigadores pretendem identificar possíveis novos integrantes do grupo e mapear as movimentações financeiras relacionadas ao caso.
Por fim, os responsáveis pelos estabelecimentos citados receberam pedidos de manifestação sobre a operação. Até a última atualização, no entanto, os comércios não haviam enviado resposta.




