A investigação sobre o escândalo do Banco Master continua a se desdobrar, mas a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar o caso no Senado segue paralisada.
A instituição financeira é suspeita de ter articulado fraudes bilionárias.
O caso veio à tona em dezembro de 2025, após o Banco Central decretar a liquidação do banco e a Polícia Federal prender o banqueiro Daniel Vorcaro.
Desde então, novas revelações apontam para a suposta participação de políticos e autoridades de alto escalão.
Desdobramentos no STF e citações a ministros
Enquanto as apurações avançam, a CPI no Congresso não tem dado continuidade aos trabalhos. Um dos desdobramentos mais recentes envolve desentendimentos com o Supremo Tribunal Federal (STF).
No dia 15 de setembro, os ministros do STF reuniram-se em uma sessão histórica para analisar questões que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli ao ex-banqueiro:
- Alexandre de Moraes: A investigação apura o vazamento de supostas mensagens trocadas entre o ministro e Daniel Vorcaro.
- Dias Toffoli: Informações vazadas pela imprensa citam Dias Toffoli como beneficiário de Vorcaro.
Decisão mantém CPI travada
Em outra frente judicial, o ministro Cristiano Zanin negou o pedido de liminar apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O parlamentar buscava acionar o STF para obrigar o Senado a dar andamento à criação da CPI do Banco Master.
O ministro fundamentou a decisão ao entender que, nesta fase do processo, não foram apresentadas provas suficientes que justificassem uma intervenção imediata do Supremo nos trabalhos do Senado.
O objetivo do requerimento era destravar a comissão para investigar formalmente as operações e denúncias contra o banco. Com a negação de Zanin, o ritmo de análise da instalação da comissão segue sob a prerrogativa e o calendário da presidência do Senado.
*Com informações de Carta Capital




