Joselito Vitor dos Santos, que morreu nesta quinta-feira (24), aos 53 anos, havia sido preso em flagrante por acusação de estupro de vulnerável, em Guarujá, no litoral de São Paulo. A investigação começou depois que ele foi flagrado com um menino debaixo de um deck na Praia da Enseada, em uma cena considerada suspeita.
Conforme noticiado anteriormente, Joselito foi preso depois que uma testemunha percebeu, no último dia 30 de agosto, uma movimentação incomum sob a estrutura e filmou o momento. No vídeo, obtido pelo VTV News, o homem aparece com a bermuda parcialmente aberta enquanto está diante do garoto (veja mais abaixo).
A testemunha, que não será identificada, acionou a Polícia Militar (PM), e os agentes encontraram Joselito posteriormente nas proximidades. Ele foi preso porque, segundo a Polícia Civil, havia indícios de autoria e prova da materialidade do crime – mas negou qualquer intenção sexual envolvendo a criança.
Em depoimento, Joselito afirmou que era conhecido da família do garoto e frequentava o bairro e o local onde o pai da criança costumava jogar futebol. Ele também disse que estava debaixo do deck apenas para acompanhar o menino enquanto ele urinava. Ainda negou ter mostrado o órgão genital à criança. O celular do investigado foi apreendido posteriormente, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP).
Morte após infecção
Joselito permaneceu preso após o flagrante e, conforme apurado pelo VTV News, foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros I, em São Paulo. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP-SP), ele deu entrada na unidade em 9 de setembro já apresentando queimaduras pelo corpo.
Ainda conforme a pasta, três dias depois, Joselito passou mal e foi levado inicialmente para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na Lapa. Na sequência, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral Vila Penteado, onde permaneceu internado sob escolta.
“Todos os procedimentos de atendimento e encaminhamento médico foram realizados conforme os protocolos de praxe e não houve registro de violência de custodiados que dividiam a cela com ele”,
informou a SAP-SP.
Apesar do atendimento, Joselito apresentou disfunção renal e sepse de foco cutâneo, uma infecção grave que teve origem na pele. A situação evoluiu para choque séptico refratário, e ele morreu no hospital. O corpo de Joselito foi sepultado nesta quinta-feira (24), no Cemitério Jardim da Paz, no bairro Morrinhos, em Guarujá.
Como denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes
Casos de violência física, psicológica, ameaças, abuso, violações de direitos ou situações que coloquem crianças e adolescentes em risco podem ser denunciados por diferentes canais de atendimento. As denúncias podem ser feitas de forma anônima. Os principais canais são:
- Disque 100 – serviço nacional de denúncias de violações de direitos humanos;
- Polícia Militar – pelo telefone 190, em casos de emergência;
- Polícia Civil – presencialmente em delegacias;
- Conselho Tutelar – responsável por acompanhar situações que envolvam menores;
- Delegacias especializadas como as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e unidades de proteção à criança e ao adolescente.
Segundo especialistas, denúncias podem ser fundamentais para interromper ciclos de violência, garantir proteção às vítimas e auxiliar investigações. Mesmo em casos de suspeita ou quando não há confirmação dos fatos, informações podem contribuir para o acionamento da rede de proteção.




