A prisão de Roberto Prieto Filho, conhecido como “Betinho”, na Bolívia foi resultado de cerca de oito meses de investigação e mais de dez dias de monitoramento. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, ele é apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) e estava foragido desde 2022.
Conforme apurado pelo VTV News, Betinho havia sido preso inicialmente por policiais da Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém e encaminhado à cadeia anexa ao 1º Distrito Policial (DP), no Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, onde foi resgatado por homens armados (veja abaixo).
Ele deveria ser posteriormente transportado para outra unidade, mas os criminosos utilizaram escadas para acessar o pátio e abriram fogo contra os carcereiros. O ataque permitiu que Betinho deixasse a unidade e fugisse junto com outros dois detentos, um deles investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A captura aconteceu nesta terça-feira (22), três dias depois da prisão de Márcio Barbosa Silva, conhecido como “Beiço de Mula”, também na Bolívia. Os dois são apontados como integrantes de uma organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, eles se conhecem e estavam no mesmo país, mas eram alvos de investigações diferentes.
Prisão
A operação foi chamada de “Sem Fronteira” e contou com a participação da Polícia Civil, da Polícia Federal, por meio da Interpol e do oficial de ligação brasileiro na Bolívia, e das forças de segurança bolivianas. Para o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, essa junção é “um fato inédito”.
Depois de identificar que os dois foragidos estavam escondidos na Bolívia, a Divisão de Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) enviou policiais civis a Santa Cruz de la Sierra.
“O futuro do combate ao crime organizado passa por essas iniciativas de integração das forças de segurança e de intercâmbio de informações”, acrescentou o superintendente regional da PF, Rodrigo Sanfurgo.
De acordo com a Polícia Civil, Betinho mantinha uma estrutura própria de segurança na Bolívia e continuava envolvido com o tráfico internacional de drogas. Ele também é apontado como sócio de André do Rap, uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), que é considerado foragido desde 2020.




