O governo Lula avaliou como “muito grave” o acordo dos Estados Unidos com países latino-americanos para classificar facções transnacionais como narcoterroristasc.
Denominada “Escudo das Américas“, a iniciativa que designou 24 facções como narcoterroristas teve a assinatura de 14 países. Do Brasil, foram incluídos o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
A inclusão ocorre após declarações feitas na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas quais afirmou que o governo brasileiro não tem feito o suficiente para combater as facções criminosas e que o país teria virado um “centro para fluxos globais de cocaína”.
O anúncio oficial ocorreu nesta semana e consolida a parceria entre governos de direita do continente para estruturar a iniciativa, voltada ao combate ao tráfico de drogas e ao fortalecimento da cooperação econômica, multilateral e de segurança.
Medidas e sanções previstas
Com adaptações conforme a legislação de cada nação, o acordo estabelece:
- Congelamento de bens e ativos financeiros;
- Restrições de imigração e emissão de vistos para integrantes, associados e apoiadores;
- Responsabilização criminal de indivíduos que forneçam apoio material aos grupos;
- Coordenação ampliada de sanções, designações e medidas financeiras contra o crime organizado.
Países participantes
Além dos EUA, assinaram o termo: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Trinidad e Tobago.
*Com informação de Poder 360




