A proibição das casas de apostas online ameaça criar um rombo milionário nas finanças dos principais clubes de futebol do País. As equipes já começaram a se posicionar contra a decisão do Governo Federal.
Atualmente, os acordos das empresas de bets movimentam R$ 910 milhões no ecossistema do futebol brasileiro, consolidando-se como a principal fonte de receita comercial para a grande maioria das equipes da elite.
Dos 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, 14 estampam marcas de apostas no espaço mais nobre de suas camisas: Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Atlético-MG, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Vasco, Santos, Vitória, Remo, Chapecoense e Grêmio.
De acordo com o governo, o acesso aos sites permanecerá ativo apenas até o fim do dia 5 de outubro, exclusivamente para que os apostadores efetuem o saque de seus saldos antes do desligamento total dos serviços.
Distribuição dos patrocínios por clube
A disparidade nos valores dos contratos reflete a capacidade de arrecadação de cada equipe no mercado:
Top 3 de arrecadação:
- Flamengo: R$ 220 milhões/ano (maior contrato do país)
- Corinthians: R$ 150 milhões/ano
- Palmeiras: R$ 100 milhões/ano
Pelotão intermediário (R$ 35 milhões a R$ 90 milhões/ano):
- São Paulo, Atlético-MG, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Vasco e Santos.
Menores valores:
- Vitória: R$ 20 milhões/ano
- Remo: R$ 12 milhões/ano
- Chapecoense: R$ 10 milhões/ano




